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Safra de café do Brasil deve crescer 17% e atingir recorde em 2026

Conab projeta safra de 2026 em 66,2 milhões de sacas, recorde, com alta de 17,1% impulsionada pela expansão de área e pela produtividade.

Grãos de café
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  • A safra de café brasileira em 2026 deve chegar a 66,2 milhões de sacas de 60 kg, alta de 17,1% em relação a 2025, com recorde previsto.
  • A área em produção deve crescer 4,1%, para 1,93 milhão de hectares, e a produtividade média deve atingir 34,2 sacas por hectare, 12,4% acima da safra anterior.
  • O café arábica fica estimado em 44,09 milhões de sacas, crescimento de 23,3%; o conilon/robusta fica em 22,09 milhões de sacas, aumento de 6,4%.
  • Minas Gerais deve responder por 32,4 milhões de sacas; São Paulo, 5,5 milhões; Bahia, 4,6 milhões; Espírito Santo, 19 milhões (com 14,9 milhões de conilon).
  • A Conab atribui o resultado a bienalidade positiva, chuvas adequadas, adoção de tecnologias e preços recordes, com a colheita iniciando por volta de abril.

A Brazilia safra de café de 2026 deve chegar a 66,2 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 17,1% ante 2025 e novo recorde, segundo a Conab. O levantamento é o primeiro da temporada e aponta impulso pela bienalidade positiva, além de aumento de área plantada e de produtividade.

A produção brasileira deve depender de área em expansão e de melhorias na produtividade, com a área em produção estimada em 1,93 milhão de hectares, alta de 4,1%. A produtividade média prevista é de 34,2 sacas por hectare, 12,4% acima da safra anterior.

A Conab aponta que as condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo da cultura, aliadas à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo, contribuíram para o aumento da produção. A base de preço elevada no ano passado também impacta positivamente o mercado.

Na divisão por espécies, o arábica deve representar 44,09 milhões de sacas, elevação de 23,3% em relação à safra anterior. Já o conilon/robusta deve alcançar 22,09 milhões de sacas, alta de 6,4%.

Analistas privados costumam revisar acima da estimativa oficial. O Itaú BBA projeta 69,3 milhões de sacas para o país, próximo de um potencial recorde. Expectativas de pelo menos 70 milhões são comuns entre especialistas.

A área total de café, incluindo lavouras em formação, atingiu 2,33 milhões de hectares no início de 2025, aumento de 3,4% frente ao ano anterior. Esses números são influenciados pela elevação de preços e pela percepção de estoques globais baixos.

Segundo a Conab, os preços do café devem permanecer em patamares historicamente elevados mesmo com a safra recorde, refletindo estoques globais baixos no início da temporada 2025/26 e maior demanda, principalmente na Ásia.

Por regiões

Minas Gerais, maior produtora do país e principal região de arábica, deve produzir 32,4 milhões de sacas, alta de quase 26%. A Conab atribui o resultado à distribuição mais equilibrada de chuvas antes da floração e a fatores fisiológicos das plantas.

Em São Paulo, importante polo de arábica, a safra prevista é de 5,5 milhões de sacas, apoiada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.

Na Bahia, a produção total de café deve subir 4%, para 4,6 milhões de sacas, de acordo com o levantamento.

O Espírito Santo registra previsão de 19 milhões de sacas, alta de 9% ante 2025, com a maior parte desse volume vindo da conilon. A Conab cita boas precipitações no norte do estado como fator de melhoria.

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