- Índia deve produzir entre 28,5 milhões e 29 milhões de toneladas de açúcar no ano comercial de 2025/26; a associação ISMA projeta 30,95 milhões.
- Chuvas excessivas nos principais estados produtores reduziram a produtividade da cana, dificultando exportações.
- Maharashtra, maior região produtora, tem previsão de cerca de 9,6 milhões de toneladas, frente a estimativa anterior de 10,8 milhões.
- Exportação recebeu mais 500 mil toneladas adicionais, elevando a cota total para 2 milhões de toneladas; encerramento provável de 700 mil toneladas exportadas.
- Preços globais do açúcar permanecem próximos de mínimas de cinco anos, com alta demanda sazonal esperada no verão.
A Índia deverá produzir menos açúcar nesta safra do que o previsto, com chuvas excessivas influenciando a rentabilidade da cana. O recuo aponta para impactos na oferta global e pode sustentar preços locais.
Segundo estimativas de cinco tradings que preferiram não se identificar, a produção no ano comercial de 2025/26 deve ficar entre 28,5 e 29 milhões de toneladas, encerrando em setembro. A ISMA aponta 30,95 milhões de toneladas.
A queda de produtividade ocorre em estados-chave como Maharashtra, Karnataka, Uttar Pradesh e Gujarat, reduzindo as expectativas para a temporada. Tradings destacam que a maior redução deve ocorrer em Maharashtra.
Maharashtra, principal região produtora, tem previsão de 9,6 milhões de toneladas, ante 10,8 milhões estimados anteriormente. Agricultores em Kolhapur relatam ciclos interrompidos por chuvas fortes.
Dados apontam que a região recebeu até 115% de chuva acima do normal em setembro. A produção de açúcar em Maharashtra já soma 9 milhões de toneladas, com quase metade das 207 usinas paralisando moagem.
Essa revisão de oferta, aliada ao esperado aumento da demanda sazonal de verão, tende a apoiar preços no mercado interno. Comerciantes indicam que o ritmo de exportação é limitado.
A Índia aprovou a exportação adicional de 500 mil toneladas de açúcar, elevando a cota total para 2 milhões de toneladas no ano. Mesmo assim, especialistas estimam exportações totais abaixo de 700 mil toneladas.
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