- O mercado global de açúcar deve registrar déficit de 2,68 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Datagro.
- O déficit é maior do que o previsto de 800 mil toneladas para 2025/26.
- A Datagro usa metodologia que converte volumes em açúcar cru equivalente e normatiza tudo para o período de outubro a setembro.
- O presidente da Datagro, Plinio Nastari, diz que não se trata da soma de safras, e sim da metodologia aplicada.
- No Brasil, a produção de açúcar deve permanecer estável, enquanto mais cana é destinada à produção de etanol, o que pressiona o balanço global.
O mercado global de açúcar deve registrar déficit de 2,68 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 800 mil previsto para 2025/26, segundo a Datagro. A estimativa foi apresentada nesta quarta-feira a jornalistas.
A consultoria aponta que o déficit considera a conversão de volumes em açúcar cru equivalente e padronização para o período de outubro a setembro. A metodologia difere de abordagens que somariam safras distintas.
A Datagro destaca que não se trata apenas da soma de safras descontínuas, mas de uma visão única para o intervalo considerado. O objetivo é oferecer uma leitura alinhada ao calendário global de consumo e produção.
Brasil mantém produção estagnada priorizando o etanol
O Brasil, maior produtor mundial, deve manter a produção de açúcar estável no próximo ciclo, ao mesmo tempo em que direciona mais cana para a produção de etanol. Esse equilíbrio é indicado pela Datagro como razão central para o déficit global.
Com o deslocamento de cana para etanol, a safra brasileira tende a não ampliar o volume de açúcar exportável, reforçando o compasso entre energia e produto agrícola. O cenário reforça a pressão sobre o equilíbrio da commodity em 2026.
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