- A safra de café arábica brasileiro em 2026/27 deve chegar a 48,7 milhões de sacas de 60 kg, 27,5% acima do ciclo anterior, mas sem atingir recorde para a variedade.
- Considerando arábica mais canéforas (robusta e conilon), o país pode registrar uma safra total de 73,3 milhões de sacas, segundo o Rabobank.
- Para os canéforas, o Rabobank projeta 24,6 milhões de sacas em 2026/27, 1 milhão de sacas abaixo do recorde anterior.
- A Conab também aponta safra total recorde, estimando 66,7 milhões de sacas, com 45,8 milhões de sacas de arábica.
- Condições hídricas mais favoráveis no cinturão cafeeiro contribuíram para bom desenvolvimento dos grãos e menor defeito em comparação ao ano anterior.
A safra de café arábica no Brasil para 2026/27 deve crescer 27,5% em comparação com o ciclo anterior, totalizando 48,7 milhões de sacas de 60 kg. Essa projeção vem de uma avaliação do Rabobank após levantamento nas áreas produtoras, ainda em fase inicial de colheita. Entretanto, não corresponde a um recorde para o arábica.
Caso seja considerado o volume total, que inclui arábica e grãos canéforas (robusta e conilon), o Brasil manteria uma marca histórica de produção. O Rabobank aponta um total de 73,3 milhões de sacas, alta de 9,5 milhões em relação ao ciclo anterior. A leitura do banco é de que o país continua como maior produtor e exportador mundial de café.
“Condições hídricas no cinturão cafeeiro foram significativamente mais favoráveis em comparação ao ano anterior, com boa distribuição de chuvas em todas as regiões produtoras”, afirma o analista de café do Rabobank, que participou de seminário internacional em Santos (SP). Segundo ele, o cenário contribuiu para safra recorde, com grãos em bom estágio de desenvolvimento e baixos índices de defeitos.
A Conab também atualizou suas projeções, apontando máxima para o volume total, mas abaixo dos patamares de consenso do mercado. A instituição estima 66,7 milhões de sacas no total para 2026/27, sendo 45,8 milhões de sacas de arábica. O recorde anterior de arábica foi de 48,7 milhões de sacas.
Ainda segundo o Rabobank, a produção de canéforas deve ficar em 24,6 milhões de sacas, cerca de 1 milhão de sacas abaixo do recorde do ciclo passado. Apesar da queda esperada nos canéforas, o aumento expressivo do total é sustentado pela combinação de maior produtividade e melhores condições climáticas.
O relatório destaca que, nos últimos anos, as variedades canéforas registraram ganhos de produtividade importantes, contribuindo para o recorde total previsto, mesmo com volume colhido menor nessa categoria. Em 2020/21, a produção de canéforas foi de 19 milhões de sacas, segundo o Rabobank.
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