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UE oficializa veto à carne brasileira por regras sanitárias

União Europeia veta carne brasileira por antimicrobianos; exportações podem terminar a partir de setembro, com o Brasil fora da lista de países autorizados

Exportações brasileiras de carne para a UE podem ser interrompidas a partir de setembro (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)
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  • A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a exportar determinados produtos de origem animal, com efetiva a partir de 3 de setembro.
  • A decisão se baseia na falta de informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras da UE sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
  • Com a mudança, o Brasil fica impedido de exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas para a UE; Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados.
  • A UE informou que o Brasil pode ser reincluído assim que comprovar o atendimento aos requisitos; governo brasileiro afirmou estar surpreso e buscará solução negociada.
  • Em 2024, a União Europeia foi o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor, com 128,9 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 1,06 bilhão.

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A decisão pode impedir vendas brasileiras de carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro.

O regulamento da Comissão Europeia determina que o Brasil não forneceu informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências da UE relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o Brasil deixa de exportar carne bovina, frango, carne equina, pescado, mel e tripas para a UE.

Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar para a União Europeia, segundo o documento da Comissão. A UE afirma que as garantias apresentadas pelo Brasil não atendem aos requisitos de uso de antimicrobianos.

Contexto sanitário

A legislação europeia proíbe antimicrobianos usados como promotores de crescimento animal. Entre as substâncias vetadas estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina. Em abril, o Ministério da Agricultura do Brasil proibiu parte desses produtos.

O Brasil já tinha relação comercial relevante com a UE. Dados do Ministério da Agricultura indicam que a UE é o terceiro destino da carne bovina brasileira em valor, atrás de China e EUA. Considerando todas as carnes, a UE é o segundo maior mercado do país.

Dados comerciais

No ano anterior, o Brasil exportou 128,9 mil toneladas de carne bovina para a UE, maior volume já registrado, com receita de US$ 1,06 bilhão. A medida pode afetar o ritmo de vendas para o bloco a partir de setembro, conforme o regulamento vigente.

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