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Soja no Brasil deve estabilizar na safra 2026/27, diz CEO da SLC

Área de soja no Brasil deve se manter estável na safra 2026/27, com novas áreas compensando desistências, aponta CEO da SLC Agrícola

Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola
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  • A área plantada com soja no Brasil em 2026/27, com plantio a partir de setembro, deve ficar estável ou crescer um pouco, segundo o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.
  • Mesmo com margens menores, novas áreas devem compensar desistências, mantendo o Brasil como maior produtor e exportador mundial de soja.
  • Se não houver expansão de área, pode haver déficit global caso a demanda suba ou haja secas em outros países.
  • Nos Estados Unidos, a expectativa é ampliar a área de soja em 2026/27, substituindo parte do milho devido aos custos mais altos de fertilizantes nitrogenados.
  • O preço dos fertilizantes nitrogenados subiu — cerca de 50% no agregado, com o nitrogênio até 100% acima do usual — e a SLC pode adiar compras, aplicando o produto por volta de dezembro; petróleo alto tende a sustentar preços de commodities e biocombustíveis.

A área plantada com soja no Brasil para a safra 2026/27, que começa em setembro, deve permanecer estável ou crescer levemente, segundo o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato. A projeção considera que áreas marginais possam ser abandonadas, mas novas áreas entrariam em produção.

Pavinato afirmou em teleconferência sobre os resultados trimestrais da SLC que a demanda global pela oleaginosa tende a ampliar o mercado, o que sustenta a importância de manter a expansão da área. Sem crescimento, haveria risco de déficit diante de eventuais choques climáticos.

O executivo destacou que, nos Estados Unidos, a área plantada com soja deve aumentar em 2026/27, com redução de cultivo de milho devido aos custos elevados de fertilizantes nitrogenados. Esse cenário reflete mudanças na composição de safras promovidas por custos agrícolas.

Fatores de custos e demanda

O pacote de fertilizantes está cerca de 50% mais caro frente ao padrão histórico, com o nitrogênio cerca de 100% mais caro, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio. O nitrogênio utiliza gás natural como matéria-prima, cujos preços subiram com o mercado de petróleo.

A SLC informou que pode adiar compras de fertilizantes nitrogenados, pois a aplicação está prevista para dezembro na safra 2026/27. Enquanto isso, o aumento do petróleo tende a elevar também os preços de várias commodities agrícolas.

A alta dos preços de energia, combinada com demanda global robusta, pode favorecer a produção de biocombustíveis. Esse contexto influencia a trajetória de custos e preços praticados pelos produtores brasileiros e internacionais.

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