- A StoneX elevou a estimativa de safra de café do Brasil para 2026/27, para 75,3 milhões de sacas de 60 kg, alta de 20,8% ante a temporada anterior.
- A revisão para cima foi de 6,5% em relação à projeção preliminar de novembro, com ganho nas safras de arábica e canéforas (robusta e conilon).
- A produção de arábica deverá superar 50 milhões de sacas pela primeira vez, atingindo 50,2 milhões, ante 47,2 milhões na previsão anterior.
- A produção de canéforas tende a ficar acima de 25 milhões de sacas, apesar de recuo de 2,8% após recorde no ciclo anterior.
- A safra Brasil deverá contribuir para reconstituir estoques globais de café, com melhora esperada em produtividade, genética e tecnologia nas lavouras nos últimos cinco anos.
O avanço da produção de café no Brasil ganhou nova estimativa. A StoneX elevou a projeção da safra 2026/27 para 75,3 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 6,5% sobre o valor preliminar divulgado em novembro. A revisão aponta ganhos na produtividade das lavouras, principalmente de arábica e canéfora.
A previsão atual representa alta de 20,8% em relação à temporada anterior. A consultoria aponta recuperação após safras abaixo do potencial, com melhoria gradual ao longo do ciclo. O atraso e a distribuição irregular das chuvas impactaram flores, mas precipitações mais recentes ajudaram a aumentar a produção.
Detalhes por variedade
A produção de arábica deve responder por 50,2 milhões de sacas, alta de 37,5% frente à previsão de novembro e acima de 50 milhões pela primeira vez. O crescimento reforça a dominância da variedade no total nacional.
Para os canéforas, a expectativa é de 25 milhões de sacas ou mais, queda de 2,8% em relação ao ciclo anterior, ainda assim superior a 25 milhões. A alta resulta de avanço tecnológico, genética mais produtiva e expansão de áreas cultivadas.
A StoneX destaca que o cenário é fruto de investimentos recentes em tecnologia e melhoria genética, além de maior área plantada que já entra em produção. O resultado é visto como contribuição para infraestrutura de estoques globais.
Em 2021/22, o Brasil produziu 33,7 milhões de sacas de arábica e 20 milhões de sacas de canéfora. O desempenho agregado atual supera em mais de 20 milhões de sacas o total de cinco anos atrás, valor expressivo para o mercado mundial.
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