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EPA de Trump reaprova dicamba para algumas culturas GM

EPA reaprova dicamba para soja e algodão GM, com restrições de uso, enquanto grupos ambientais alertam que deriva pode danificar plantações próximas

Soy leaves that were damaged by the weedkiller dicamba.
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  • A Agência de Proteção Ambiental (EPA) reaprovo dicamba para uso em soja e algodão geneticamente modificadas, afirmando que é essencial para combater plantas daninhas de rápido crescimento.
  • A agência estabeleceu restrições, como limites de aplicação por acres, regras para dias quentes e zonas de proteção para evitar danos a plantações vizinhas.
  • Grupos ambientais criticam a decisão, alegando que o dicamba tende a espalhar e prejudicar plantações próximas, além de já ter causado prejuízos a fazendas de verduras e árvores.
  • A Associação Americana de Soja (American Soybean Association) elogiou a decisão, destacando regras claras para o preparo da próxima safra.
  • A fabricante Bayer disse que a aprovação federal permitirá buscar aprovações estaduais e iniciará treinamentos para aplicadores nas próximas semanas.

O Serviço de Proteção Ambiental dos EUA reaprova o dicamba para uso em soja e algodão geneticamente modificados, anunciado na sexta-feira. A medida visa manter crops protegidos contra plantas daninhas de rápido crescimento, com novas salvaguardas para uso seguro no campo.

Segundo a EPA, o dicamba continua sendo uma ferramenta importante para os agricultores que enfrentam infestações difíceis. A agência fixou limites de aplicação por acre, regras para dias quentes e zonas de amortecimento para reduzir danos a culturas vizinhas.

Reações e perspectivas

A American Soybean Association aprovou a decisão, afirmando que regras claras ajudam os produtores a planejar a próxima safra. Já produtores e associações ambientais divergem na avaliação do impacto.

Grupos ambientais alertam que a deriva do herbicida já prejudicou lavouras hortícolas, árvores e outras plantas sensíveis. A crítica é de que as restrições atuais não impedem danos, citando processos judiciais anteriores que bloquearam medidas semelhantes em 2020 e 2024.

A Bayer, fabricante do dicamba, disse que o registro federal permite buscar aprovações estaduais e que treinamentos para aplicadores serão realizados nos próximos dias. Reguladores ressaltam que a efetividade depende do cumprimento das regras estabelecidas.

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