- Um lintel de pedra maia, criado por Mayuy, foi repatriado ao México, mas horas após a cerimônia oficial em 16 de abril técnicos indicaram origem guatemalteca.
- O Ministério da Cultura da Guatemala formalizou o pedido de repatriação, via canais diplomáticos, alegando que o objeto é patrimônio do país e veio do Petén Basin.
- A peça data do período Clássico maia (séculos V a IX d.C.) e mostra uma cena ritual ligada ao governante Cheleew Chan K’inich.
- O arqueólogo Stephen Houston aponta que Mayuy era um artista de Piedras Negras e que o lintel carrega assinatura visível há mais de 1.200 anos, sendo considerado “o Michelangelo da era pré-colombiana”.
- O processo de repatriação está sendo coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores da Guatemala, que busca o retorno da herança cultural ao país de origem.
A peça arqueológica foi repatriada recentemente à México, depois de ter sido levada ao consulado mexicano em Nova Iorque por um empresário americano não identificado. O objeto passou a ser objeto de verificação e de repatriação oficial em 16 de abril.
Horas após o ato formal, especialistas indicaram que a pedra pertence ao Patrimônio Cultural da Guatemala. O Ministério da Cultura guatemalteco iniciou oficialmente o pedido de retorno por vias diplomáticas.
Origem identificada
Segundo análise técnica baseada em pesquisas bibliográficas, estudos comparativos e consultas com arqueólogos, o lintel de pedra calcária é originário da Bacia de Petén, na Guatemala. Assim, passa a ser considerado bem cultural guatemalteco.
O ministro da Cultura da Guatemala, Luis Méndez Salinas, informou que as ações formais já estão em curso, coordenadas pelo Ministério das Relações Exteriores. A meta é devolver o artefato ao seu local de origem.
Sobre o lintel e seu significado
Data do período Clássico meso-americano (AD 600–900) e retrata uma cena ritual ligada ao governante maia Cheleew Chan K’inich. O lintel permaneceu oculto por décadas e chegou a circular em coleções privadas até surgir em Nova Iorque.
Arqueólogo Stephen Houston, reconhecido especialista em Maya, afirma que o lintel é de Guatemala e assinala Mayuy como o artista responsável. A assinatura do artista é visível na pedra, mesmo após mais de 1.200 anos.
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