- A Sagrada Família teve a 18ª e última torre concluída, a Torre de Jesus Cristo, com o topo por uma cruz de vidro e cerâmica de quatro braços.
- A inauguração da torre, que marca a conclusão simbólica da basílica, está associada à bênção do Papa Leo XIV no dia 10 de junho, em uma missa; a construção deve continuar por cerca de uma década.
- A obra completa é resultado da continuação do projeto de Gaudí, iniciado em 1882, com Gaudí assumindo a direção em 1883 e redefinindo o templo como uma floresta de pilares, inspirado pela natureza.
- Mesmo com a finalização da torre, permanecem pendentes a Façade da Glória, bem como uma grande escadaria e um parque, cuja implementação pode exigir demolição de dois blocos residenciais.
- Em 2025, a basílica recebeu recorde de visitantes (4,87 milhões) e arrecadou cerca de € 134,5 milhões, sendo € 58,4 milhões destinados à construção; o financiamento também envolve a cidade de Barcelona.
Antoni Gaudí’s Sagrada Família finalmente encerra décadas de obras com a conclusão da 18ª e última torre, a Torre de Jesus Cristo. A inauguração oficial está marcada para 10 de junho, aniversário da morte de Gaudí, durante uma missa presidida pelo Papa. O evento ocorrerá em Barcelona, com a presença do primeiro-ministro Pedro Sánchez.
A torre central, coroada por uma cruz de vidro e cerâmica branca, encerra a fase mais visível do projeto. A obra, que começou em 1882, já se estendeu por 144 anos e foi interrompida durante a Guerra Civil, em 1936, retomando apenas na década de 1950.
A Sagrada Família continuará em construção por cerca de uma década, principalmente pela conclusão da fachada da Glória, dianteiro sul, e pela montagem de escadarias e parque adjacentes. A demolição de dois blocos residenciais para o desfecho segue em estudo pela prefeitura.
A escolha de Gaudí por formas naturais fez da basílica um símbolo de Barcelona e da arquitetura catalã. A torre inaugurada em fevereiro tornou a igreja a mais alta igreja do mundo, com 172,5 metros, respeitando a crença do arquiteto de não superar a criação divina.
O processo de construção foi marcado por mudanças de liderança, danos durante a guerra e reconstrução a partir de fotografias e modelos. Hoje, a obra envolve tecnologia contemporânea na execução de peças sem perder a essência artesanal.
Estimativas apontam que o custo do empreendimento é mantido por meio de venda de ingressos. Em 2025, a basílica recebeu 4,87 milhões de visitantes, gerando receita de cerca de €134,5 milhões, com parte destinada à continuidade do projeto.
Impacto urbano e diálogo com vizinhança
A prefeitura afirma estar em diálogo aberto sobre o impacto de novas obras, incluindo possíveis realocações. Estima-se que cerca de 200 moradores possam ser afetados, com soluções ainda sem datas definidas. O objetivo é equilibrar o legado histórico com a vida local.
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