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Pavilhão de Gerhard Richter e novo visto criativo: Sheikha al-Mayassa revela planos do Qatar

Pavilhão de Gerhard Richter abre em novembro como parte da Rubaiya Qatar; visto criativo visa atrair artistas e desenvolver think tank cultural

From left: Hans Ulrich Obrist, Sheikha Al Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al Thani and Maja Hoffmann in conversation at Art Basel Qatar
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  • O pavilhão de Gerhard Richter, em construção há dez anos, será aberto em novembro como parte da quadriênea Rubaiya Qatar, em Doha.
  • Foi anunciada a criação de um visto criativo para atrair artistas ao Qatar; Wael Shawky, artista egípcio, é o primeiro a recebê-lo. O visto permite colaboração com organizações culturais e períodos de atuação no país, sem exigir residência anual.
  • O país mantém o plano cultural de longo prazo, com o Art Mill, museu de arte moderna e contemporânea previsto para abrir aproximadamente em 2030.
  • O Lusail Museum, projetado pelos suíços Herzog & de Meuron e situado na Ilha Al Maha, abrigará a maior coleção mundial de pintura e fotografia orientalista, com think tank associado para debater colonialismo e pós-colonialismo.
  • O lançamento da Art Basel Qatar fortalece a posição do Qatar como polo cultural na região, ainda sob observação internacional quanto a direitos humanos.

A conversa sobre patrocínio dominou o início da Art Basel Qatar, em Doha, nesta semana, com a participação de Sheikha al-Mayassa, uma das principais colecionadoras do país e presidenteira da Qatar Museums. O encontro ocorreu durante o evento, que acontece até 7 de fevereiro.

Al-Mayassa revelou planos para um novo visto criativo destinado a atrair artistas ao Qatar. Wael Shawky, artista egípcio e diretor artístico da edição inaugural da Art Basel Qatar, é o primeiro a receber a concessão. O visto facilita a colaboração com instituições culturais locais por períodos estendidos.

A anfitriã destacou a transição da economia qatari para o conhecimento, sem exigir residência anual de quem obtiver o visto. Detalhes completos do programa ainda serão divulgados. O foco inclui uma visão de longo prazo para a cultura, com a inauguração do Art Mill prevista para 2030.

Progresso institucional e think tank

O projeto Lusail Museum, assinado por Herzog & de Meuron, está em desenvolvimento na ilha Al Maha e deve abrigar a maior coleção de pintura e fotografia orientalista do mundo. Um think tank associado debaterá colonialismo e pós-colonialismo, segundo Al-Mayassa.

O lançamento da Art Basel Qatar reforça o papel do país como potência cultural na região. A líder destacou que o evento privilegia engajamento e discussão, em vez de transação, ao contrário de feiras tradicionais.

Perguntas sobre direitos humanos e próximos passos

Apesar da ofensiva cultural, persiste questionamento sobre direitos humanos no Qatar, especialmente após a Copa do Mundo de 2022. Al-Mayassa afirmou que o país enfrenta críticas, mas busca usar a cultura para aproximar pessoas e não se curvar à pressão externa.

Entre os projetos não realizados, Hoffmann mencionou a ideia de Frank Gehry para um auditório na campus Luma em Arles. Al-Mayassa comentou um exemplo concreto: o pavilhão de Gerhard Richter, cuja instalação no Qatar foi um objetivo de uma década e deve ficar pronto em novembro, como parte da iniciativa Quadrennial Rubaiya Qatar.

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