- Tracey Emin abre sua exposição Second Life no Tate Modern, optando por não seguir para Tate Britain e buscando um desafio mais significativo em sua carreira.
- A mostra é temático e pessoal, incluindo uma galeria que aborda o racismo vivido pela artista e sua família, destacando identidade britânica diversificada.
- Emin critica o histórico colonial do British Museum e defende uma modernização institucional, mantendo a posição de que o acervo precisa de cuidado e responsabilidade.
- A artista comenta a ascensão do Reform UK e menciona Margate, apontando que a cidade ainda tem 18 mil pessoas abaixo da linha de pobreza, beneficiada, em parte, pela cultura e pela economia criadas pela arte.
- Planos de circulação da exposição incluem o Louisiana Museum (Dinamarca) em outubro e o Hoam Museum (Coreia do Sul); debates sobre retorno de artefatos coloniais continuam, com ressalvas sobre soluções complexas.
Tracey Emin inaugura a exposição Second Life no Tate Modern, em Londres, com foco temático e pessoal, distinta de uma retrospectiva. A artista recusou o Tate Britain, dizendo que o local não oferecia desafio suficiente e que o momento exige experimentação.
A mostra, que abre nesta semana após a preview de 25 de fevereiro, é curada por Harry Weller em parceria com Maria Balshaw. A curadoria enfatiza a identidade multicultural de Emin e a reflexão sobre o racismo no país, com uma galeria dedicada a esse tema.
Contexto da exposição
Emin relembra a trajetória, destacando que o convite do Tate Modern surgiu de surpresa e que a decisão foi pautada no estágio de sua carreira. A curadoria visa explorar dimensões pessoais sem ser uma retrospectiva.
Outro eixo da narrativa expõe raízes familiares de Emin, com referências ao patrimônio britânico e às experiências de discriminação que já enfrentou. A artista ressalta o orgulho de ser britânica, ao mesmo tempo em que critica comportamentos racistas que dividem o país.
Perspectivas institucionais e impacto local
A artista é ativista pela manutenção de museus públicos gratuitos e pela ampliação de acesso cultural. Emin atua como conselheira do British Museum e defende modernização, reconhecendo um passado colonial difícil que ainda exige mudanças.
Em paralelo, Emin comenta a atuação política recente no Reino Unido, citando a figura de Nigel Farage. Ela aponta impactos locais, especialmente em Margate, cidade onde cresceu e que tem apresentado crescimento econômico com a presença de arte e cultura.
Projeções e agenda internacional
Após Tate Modern, a exposição segue para o Louisiana Museum, na Dinamarca, em outubro, e o Hoam Museum, na Coreia do Sul. Planos para ocupar o Rotunda do Guggenheim, nos EUA, foram revisados diante de limitações de espaço.
Weller destaca que a itinerância é estratégica e que a apresentação nos EUA exigiria espaço compatível com a visão da mostra. A ideia é encontrar o lugar ideal, sem pressa, para preservar a experiência proposta.
Sobre o posicionamento artístico
Emin afirma que, apesar de alguns trabalhos abordarem aborto e direitos das mulheres, não se enxerga mais como radical. A prioridade é promover liberdade de pensamento, mantendo o foco na prática artística e na transmissão de ideias via instalações.
Entre na conversa da comunidade