- Esther, feira independente de arte, permanece até 16 de maio na Estonian House, em East 34th Street, Nova York, com 22 galerias participantes e três projetos especiais.
- O formato é museológico, sem estandes tradicionais, ocupando áreas como porão, entrada em madeira, café e salas no segundo andar; houve venda de obras na primeira dia.
- Um dos projetos especiais, no porão, transforma equipamentos de beleza em instalações que lembram dispositivos de tortura; outra sala azul hospeda trabalhos de várias galerias.
- Entre as obras, destacam-se esculturas com referência a inteligência artificial e peças de Katja Novitskova, Thea Gvetadze e outros artistas; preços variam, com obras próximas de milhares de dólares.
- A presidente da feira,合作, aponta placa comemorativa marcando três anos de Esther; alguns galeristas comentam sobre o mercado norte-americano, competição e possibilidades de continuidade da mostra além desta edição considerada final.
Esther, feira independente de arte, acontece até 16 de maio e segue fora dos circuitos tradicionais, instalada no Estonian House, em East 34th Street, Nova York. O evento usa o prédio Beaux-Arts para apresentar 22 galerias parceiras mais três projetos sob medida, num formato que lembra uma exposição musealizada.
Na abertura de terça-feira, algumas peças já atraíam compradores, com pelo menos duas galerias esgotando apresentações no primeiro dia da edição que encerra o formato atual. O local abriga desde o porão com vaults até salões de madeira, com obras distribuídas por ambientes diversos.
Entre os projetos especiais, artistas estonianas Darja Popolitova e Madlen Hirtentreu transformam equipamentos de indústria de beleza em instalações que evocam dispositivos de tortura, no subsolo. A mostra também ocupa salas no térreo, segundo andar e áreas externas, incluindo um salão azul onde várias galerias atuam em conjunto.
Destaques e propostas
Temnikova & Kasela, de Tallinn, expõe esculturas inspiradas em inteligência artificial inicial, com obras de Katja Novitskova e um vestido escultural da artista Thea Gvetadze, nascida em Letônia e radicada na Geórgia. A curadoria busca questionar o conceito de “fofo” versus “zumbi” na estética tecnológica.
A galeria de Brooklyn Laurel Gitlen apresenta composições têxteis de Jill Goldstein e esculturas de Max Guy, explorando identidade. Ao lado, Adams and Ollman, de Portland, traz pinturas de Bethann Parker, com preços entre US$ 2 mil e US$ 9 mil, com cenas naturais que remetem a têxteis.
No espaço principal, Longtermhandstand, de Budapeste, mostra esculturas de Kata Tranker. O fundador Péter Bencze descreve feiras grandes como “overrun” e afirma que as gallerias de Esther trabalham de forma cooperativa, compartilhando clientes. Ele ressalta que, desde 2013, realizou 150 exposições sem verba estatal.
Encerramento e perspectivas
Thomas Erben, gallerista de Nova York, apresenta três obras de Mike Cloud, com preços próximos de US$ 18 mil, alinhadas a uma exposição solo do artista no Hammer Museum, em Los Angeles. Erben vê Esther como contrapeso a feiras mais institucionais e espera que o formato persista além desta edição considerada “final”.
Samel apontou uma placa comemorativa fixada em uma banqueta do estande do Estonian House, marcando o fim de três anos de Esther. Temnikova sugeriu que pode haver novidades no futuro, ao mesmo tempo em que expressou preocupações sobre o mercado de arte americano voltando-se para dentro e a menor frequência de visitas de galerias estrangeiras aos EUA.
Além de Adams and Ollman e Management, de Nova York, que tiveram apresentações esgotadas, a Bank Gallery, de Xangai, informou a venda de uma obra de Alice Gong Xiaowen e outra de Florian Meisenberg, a compradores influentes locais, durante a sessão de pré-visualização de terça-feira.
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