Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Obras de artistas em depósito podem ser apreendidas se galeria falir

Galerias insolventes podem deixar obras armazenadas retidas por terceiros, evidenciando proteção fraca dos artistas diante de inadimplência de galerias

Image: Pavel Losevsky
0:00
Carregando...
0:00
  • Artistas no Reino Unido ficam mal protegidos quando galerias entram em administração, e podem perder obras em armazenamento de terceiros.
  • A situação envolve o uso de “lien” (preferência de retenção) por empresas de armazenamento, que retêm obras mesmo sem dívida direta do artista com o fornecedor.
  • A galeria é a agente do artista ao enviar obras para armazenamento; porém, a validade do poder do fornecedor de agir com base na autoridade aparente depende de fatos específicos.
  • Recomenda-se aos artistas comentar com a galeria se há armazenamento de terceiros e se há termos de retenção, para evitar perda de obras.
  • A matéria sugere ainda que artistas avaliem depender menos de galerias para armazenamento e que fornecedores reflitam sobre o trato com artistas já fragilizados pela quebra da galeria.

O Stephen Friedman Gallery entrou em administração em fevereiro, somando-se a uma série de quebra de galerias em uma década no mercado de arte de Londres. A medida reacendeu o debate sobre a proteção de artistas, especialmente quando obras de terceiros acabaram retidas por fornecedores de armazenamento.

A questão envolve obras que, embora continuem pertencentes aos artistas, estão sob guarda de fornecedores de armazenamento contratados pela galeria. Em muitos casos, o fornecedor pode reter as obras com base em um “lien” para cobrar dívidas da galeria, não do artista, criando um impasse potencialmente prejudicial aos criadores.

A prática, porém, depende de termos firmados entre a galeria e o fornecedor, sem o conhecimento dos artistas. O artifício legal normalmente implica autoridade aparente da galeria para vincular o artista, o que pode ser contestado judicialmente. A área é ambígua e depende de fatos específicos de cada caso.

Dicas para artistas envoltos em situações assim passam por questionar o uso de armazenagem terceirizada pela galeria e a existência de um lien em contratos. Caso positivo, recomenda-se notificar o fornecedor de que a galeria não tinha autorização para esse termo e comunicar dívidas pendentes.

Especialistas sugerem também que artistas avaliem a necessidade de manter obras em estoque por meio de galerias, diante do risco de perda de acesso a parte relevante de seu acervo. A relação com armazenadores envolve prazos, garantias e direitos de retenção que podem afetar a titularidade das obras.

Os próprios fornecedores de armazenamento enfrentam perdas quando uma galeria quebra, mas devem considerar o impacto sobre artistas que já enfrentam dificuldades profissionais e financeiras. A tensão entre titularidade, retenção de obras e responsabilidades contratuais permanece como tema central no mercado.

Fonte: Jon Sharples, advogado de propriedade intelectual e arte em Howard Kennedy.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais