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Dinossauros vagam pela Bowery, em Nova York

Na Bowery, a galeria Amanita une escultura de John Chamberlain a três fósseis de Maiasaura, inéditos em Nova York e com ossos entre 62% e 85% reais

Koda and Hank, two of the fossilised dinosaur skeletons on show at Amanita
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  • A galeria Amanita, em Bowery, exibe a escultura de John Chamberlain ao lado de três fósseis de Maiasaura, um herbívoro do Cretáceo superior com mais de 70 milhões de anos.
  • Os Maiasaura expostos são fósseis montados, mais completos do que muitos de museu, entre 62% e 85% ossos reais, e nunca tinham sido exibidos em Nova York.
  • A mostra reúne as peças de Chamberlain, inspiradas em gôndolas venezianas, com obras feitas a partir de peças de automóveis esmagadas que devem repousar no chão.
  • Desde a pandemia, o mercado de fósseis de dinossauros tem crescido, com recordes de venda em casas de leilão, como $ 44,6 milhões por um Stegosaurus na Sotheby’s em 2024.
  • O curador Jacob Hyman destaca a importância de manter os fósseis em espaços públicos ou bem cuidados, ressaltando o papel do patrocínio privado na preservação.

A exposição na galeria Amanita, em Bowery, reúne pela primeira vez esqueletos reais de dinossauros com a obra Gondola Marianne Moore, de John Chamberlain, criada em 1982. Os fósseis, três Maiasaura do Cretáceo Superior, estão dispostos no piso ao lado da escultura de metal amassado.

Os Maiasaura são herbívoros de mais de 70 milhões de anos. Exemplares montados com fósseis em estado próximo ao completo chegam a 62% a 85% de material ósseo autêntico, segundo Jacob Hyman, sócio da Amanita. A curadoria destaca a raridade de tais fósseis exibidos em uma galeria comercial do centro.

A pairing entre Chamberlain e os fósseis visa enfatizar a relação entre formas escultóricas e processos de preservação. Chamberlain criou apenas 14 cópias de suas obras de gondola, majoritariamente mantidas por instituições, o que reforça a ideia de diálogo entre objetos e tempo.

A tendência de mercado desde a pandemia elevou o interesse por esqueletos de dinossauros, com vendas em leilões de alto valor. Um stegosauro conhecido como Apex atingiu US$ 44,6 milhões na Sotheby’s, em Nova York, em julho de 2024, e a Phillips iniciou uma venda de Tricerátopo no mesmo ano.

Especialistas divergem sobre a privatização de fósseis; alguns defendem que peças em espaços públicos aumentam a vigilância e o cuidado. Na Amanita, a prioridade é encontrar curadores responsáveis que assegurem o destino adequado dos exemplares.

O objetivo da mostra é apresentar fósseis como objetos escultóricos com potencial de diálogo com a produção de Chamberlain, destacando o entrelaçamento entre arte contemporânea e ciência paleontológica. Não há previsão de encerramento anunciada pela galeria.

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