- A Airbus vai inspecionar dezesseis aeronaves A380, sendo cinco imediatamente, após fissuras serem encontradas em uma viga estrutural da asa em aeronaves operadas pela Emirates e pela Qantas.
- A checagem foi ordenada pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), que determinou inspeções urgentes na estrutura de sustentação da asa.
- Dentre as dezesseis aeronaves, quinze são operadas pela Emirates e uma pela Qantas; as cinco a serem inspecionadas imediatamente são da Emirates.
- Os onze demais aeronaves podem passar pela inspeção posteriormente, antes do décimo terceiro voo, o que equivale a vinte e cinco ciclos (um ciclo = voo, decolagem e aterrissagem).
- A Airbus afirmará com a EASA se serão necessários reparos; a Qantas foi contactada para comentar.
Airbus vai inspecionar 16 aeronaves A380 após detecção de fissuras em componente estrutural da asa. Quase todas as unidades envolvidas pertencem à Emirates, com uma operada pela Qantas. A ação ocorre após autoridades detectarem fissuras em uma viga estrutural ao longo da asa durante inspeções de rotina.
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) ordenou inspeções urgentes para verificar a estrutura do cadalete de asa (wing-spar) nas aeronaves afetadas. Cinco dos aviões devem passar pela verificação imediatamente, já a partir desta semana, segundo a Airbus.
Entre as companhias que utilizam o A380, estão Emirates, Singapore Airlines, British Airways, Qantas, Lufthansa, Qatar Airways, Korean Air, Etihad, ANA e Asiana. A Emirates opera a maior frota de A380 do mundo, respondendo por mais da metade das unidades ativas.
A Airbus informou que as fissuras podem comprometer a integridade estrutural da asa. Das 16 aeronaves, 15 são da Emirates e uma da Qantas. As inspeções nos 11 demais devem ocorrer posteriormente, antes do 13º ciclo de voo (25 ciclos no total).
Contexto e próximos passos
A fabricante com sede em Toulouse vai avaliar com a EASA a necessidade de reparos adicionais. As unidades com o mesmo histórico de produção já foram identificadas e passarão por inspeção imediata, com o restante previstas para avaliação futura.
A história de fissuras envolvendo a asa não é inédita no A380, tendo em 2012 ocorrido inspeções globais em razão de problemas semelhantes. A Airbus estuda medidas de reparo conforme o resultado das avaliações com a agência reguladora. A Qantas foi procurada para comentar.
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