- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
- O conglomerado é de porte pequeno e tem o Banco Pleno como instituição líder, detendo cerca de 0,04% do ativo total do sistema financeiro nacional.
- A liquidação ocorreu por deterioração da liquidez e pelo descumprimento de normas regulatórias que disciplinam a atividade.
- O Pleno já foi o Voiter e foi vendido a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro; os bens dos controladores foram tornados indisponíveis.
- O banco tem seis décadas de atuação, com histórico no mercado de capitais e tesouraria, incluindo mudanças de controle autorizadas pelo BC entre 2024 e 2025.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários na manhã desta quarta-feira (18). A medida envolve um conglomerado de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, com liderança do Banco Pleno.
O BC informou que a liquidação decorre do comprometimento da situação econômico-financeira, com deterioração da liquidez, além de infringência às normas regulatórias e desobediência às determinações do BC. O objetivo é proteger o sistema financeiro.
O Pleno teve origem no que anteriormente era o Banco Voiter, pertencente a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. O BC determinou ainda a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores da instituição.
Histórico do conglomerado
O Pleno possuía trajetória de seis décadas e atuava no crédito a empresas, tesouraria e mercado de capitais. Em 2020, houve aporte de capital de Roberto de Rezende Barbosa, que passou a controlar a instituição e a transferiu ao Master no fim de 2024. A venda de Voiter ao Master foi assinada em junho de 2025, com a mudança de nome para Pleno autorizada pelo BC a partir de 11 de agosto.
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