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Hackers do Bem abre 25 mil vagas em formação de cibersegurança

Hackers do Bem abre 25 mil vagas em formação gratuita de cibersegurança para 2026, sem pré-requisitos, ampliando defesa de sistemas e soberania tecnológica

Rio de Janeiro (RJ), 19/02/2026 - Hackers do Bem abre 25 mil novas vagas e reforça formação para enfrentar crise na cibersegurança. Foto: Hackers do Bem/Divulgação
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  • Hackers do Bem abre 25 mil vagas para 2026 em cursos de nivelamento e básico, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
  • Não há pré-requisitos; podem se inscrever estudantes de ensino técnico, médio ou universitários, profissionais de TI e quem deseja migrar de área.
  • A formação segue níveis de nivelamento, básico, fundamental e especialização, com aulas ao vivo, atividades práticas e residência tecnológica com bolsa mensal por seis meses.
  • Desde o lançamento, em janeiro de 2024, já foram certificados mais de 36 mil alunos; objetivo é ampliar a defesa cibernética diante de ataques e golpes digitais.
  • Inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do programa Hackers do Bem.

O Hackers do Bem, programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), abriu 25 mil vagas para 2026 nos cursos de nivelamento e básico. A iniciativa busca ampliar a formação em cibersegurança diante do crescimento de golpes digitais e ataques a sistemas. Não há pré-requisitos para participar.

Desde o lançamento, em janeiro de 2024, já foram certificados mais de 36 mil alunos. A expansão reforça o caráter estratégico da formação, segundo o diretor-adjunto da ESR, que destaca que os novos alunos vão identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer infraestruturas digitais com ética. O objetivo é consolidar a defesa cibernética como referência nacional.

O programa é visto como ferramenta para ampliar o acesso a jovens e profissionais, contribuindo para reduzir a escassez de mão de obra qualificada no setor. Mesmo em um cenário historicamente masculino, a iniciativa tem atraído perfis diversos. Casos de mudança de carreira e retorno profissional ilustram o alcance da formação.

Dados e perspectivas

A expectativa é ampliar a oferta diante do déficit global, estimado pela ISC2 em mais de 4,8 milhões de especialistas. No Brasil, a carência de profissionais qualificados tem levado empresas e órgãos públicos a investir mais na capacitação em cibersegurança para proteger dados e infraestruturas digitais.

Depoimentos e impactos

Patrícia Monfardini, servidora pública de Contagem (MG) aos 52 anos, deu um exemplo de mudança de trajetória ao ingressar no Red Team, seguindo com a residência tecnológica e o curso de Engenharia de Software. Ela ressalta a importância de proteger informações para sociedade.

Marcelo Goulart, de 60 anos, em Alto Paraíso de Goiás, viu na iniciativa uma oportunidade de recomeçar, comprovando que nunca é tarde para aprender algo novo. Gabriel Matos, 27 anos, formado em Direito, encontrou na área de forense digital uma nova direção profissional, fortalecida pela prática da residência.

Para o diretor da ESR, o Hackers do Bem já se estabeleceu como uma referência nacional e internacional em formação em cibersegurança, permitindo maior acesso a oportunidades de capacitação e inserção no mercado.

Como funciona a formação

A trilha começa pelo curso de nivelamento, seguido do avanço para o básico. Os níveis fundamental e especialização contam com aulas ao vivo e atividades práticas em laboratório. A etapa final é a residência T-tecnológica, com atuação prática nos escritórios regionais da RNP e bolsa mensal por seis meses.

Quem pode participar

Não há exigência de pré-requisitos. Estudantes de ensino técnico, médio ou superior, profissionais de TI que buscam especialização e pessoas em transição de área podem se inscrever. Não é necessária experiência prévia em cibersegurança.

Inscrições

As inscrições são feitas exclusivamente pelo site oficial do programa. A seleção acontece conforme disponibilidade de vagas e critérios da instituição. O hack dos dados é a finalidade do programa, que busca ampliar a proteção de infraestruturas críticas.

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