- O Doomsday Clock, do Bulletin of the Atomic Scientists, avançou para 85 segundos até a meia-noite, ante 89 segundos no ano passado.
- Os cientistas citam riscos de guerra nuclear, crise climática, uso indevido de biotecnologia e maior uso de inteligência artificial sem controles adequados.
- A mudança foi anunciada na terça, após uma demonstração inicial na sexta anterior.
- Rússia, China e Estados Unidos são mencionados como mais agressivos, adversários e nacionalistas, prejudicando cooperação internacional necessária para reduzir riscos existenciais.
- Os pesquisadores dizem que o relógio pode recuar se líderes e nações trabalharem juntos para enfrentar esses riscos.
O Doomsday Clock, criado pela Bulletin of the Atomic Scientists, avançou para 85 segundos até a meia-noite. A mudança foi anunciada nesta terça-feira, após uma demonstração inicial realizada na sexta anterior. O relógio simboliza o risco existencial para a humanidade.
Os cientistas citam riscos de guerra nuclear, crise climática, uso indevido de biotecnologia e aumento da inteligência artificial sem controles adequados como motivos para o recuo do relógio. O objetivo é indicar quão próximo estamos de um desastre.
Além disso, o grupo aponta que a confiança e a cooperação internacional estão se deteriorando. Eles destacam a competição entre grandes potências e a necessidade de entendimento global para reduzir riscos existenciais.
Riscos geopolíticos também aparecem: o conflito envolvendo países com arsenal nuclear, como Rússia, EUA e China, é ressaltado como agravante para a situação. A guerra na Ucrânia é mencionada como contexto relevante.
Em termos climáticos, há menção a secas, ondas de calor e inundações ligadas ao aquecimento global. O grupo lamenta a falta de acordos significativos para enfrentar as mudanças climáticas, citando políticas de fossilismo.
Contexto e perspectivas
O relógio foi mantido em 85 segundos por dados recentes que sugerem piora na cooperação internacional. A entidade lembra que, desde 1947, ele sinaliza, de forma direta, o risco de ações humanas.
Historicamente, o relógio já chegou a 17 minutos para a meia-noite no fim da Guerra Fria. Nos últimos anos, o uso de segundos substituiu a contagem de minutos, para refletir mudanças rápidas no cenário global.
A organização também enfatiza que o relógio pode regredir se líderes globais trabalharem juntos para enfrentar riscos existenciais. A mensagem central é de alerta, não de conclusão.
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