- Um estudo do World Weather Attribution aponta que clima em aquecimento global aliado à La Niña provocou inundações catastróficas no sul da África no último mês, com 200 mortos e centenas de milhares afetados.
- A intensidade de episódios de chuva extrema aumentou 40% desde tempos pré-industriais, indicando que oceanos mais quentes impulsionados por emissões de gases de efeito estufa ajudam a piorar as管理 eventos.
- Enchentes desde dezembro atingiram Moçambique, África do Sul, Zimbábue e Eswatini, com algumas áreas recebendo mais de um ano de chuva em poucos dias.
- Os prejuízos incluem o fechamento do Kruger Park, na África do Sul, e custos de reparo estimados em milhões de dólares.
- A La Niña, que costuma favorecer chuvas na região, ocorre em um contexto de atmosfera mais úmida, ampliando os impactos de eventos de chuva extrema segundo especialistas.
A chuva persistente e inundações catastróficas atingiram o sul da África ao longo do último mês, impulsionadas por mudanças climáticas e pelo padrão La Niña. O estudo divulgado na quinta-feira aponta que eventos de chuva extrema aumentaram 40% desde antes da era industrial, com La Niña agravando a situação.
As autoridades destacam que Moçambique, África do Sul, Zimbabwe e Eswatini foram os países mais afetados, com algumas regiões recebendo o equivalente a mais de um ano de chuvas em poucos dias. Rivers transbordantes deixaram várias comunidades isoladas e danificaram infraestrutura.
Ao todo, o período de chuvas causou cerca de 200 mortes e afetou centenas de milhares de pessoas, segundo o estudo da World Weather Attribution (WWA). Esforços de resposta estão em andamento nas áreas mais atingidas, incluindo áreas de proteção ambiental na África do Sul.
Impacto regional e dados
O relatório indica que o aumento na intensidade das chuvas extremas está ligado a temperaturas oceânicas mais altas, resultado de emissões de gases de efeito estufa. O fenômeno La Niña, embora tradicionalmente associado a condições mais úmidas, ocorre em um ambiente mais saturado de umidade.
Izidine Pinto, pesquisador sênior do Royal Netherlands Meteorological Institute e coautor do estudo, afirma que as mudanças climáticas de origem humana reforçam esses eventos. Segundo ele, a queima contínua de combustíveis fósseis eleva a intensidade das tempestades.
A referência à situação de 2024-2025 reforça que decisões energéticas e políticas públicas deverão considerar cenários de eventos climáticos extremos com maior frequência. Entre os impactos divulgados estão danos a ecossistemas e custos de recuperação estimados em dezenas de milhões de dólares.
Entre na conversa da comunidade