Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mudanças climáticas e La Niña alimentam enchentes catastróficas no sul da África

Inundações severas no sul da África, alimentadas por mudança climática e La Niña, deixam 200 mortos e afetam centenas de milhares de pessoas

A flood victim stands at her flooded home after weeks of heavy rainfall in Boane District, Maputo, Mozambique, January 19, 2026. REUTERS/Amilton Neves/File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo do World Weather Attribution aponta que clima em aquecimento global aliado à La Niña provocou inundações catastróficas no sul da África no último mês, com 200 mortos e centenas de milhares afetados.
  • A intensidade de episódios de chuva extrema aumentou 40% desde tempos pré-industriais, indicando que oceanos mais quentes impulsionados por emissões de gases de efeito estufa ajudam a piorar as管理 eventos.
  • Enchentes desde dezembro atingiram Moçambique, África do Sul, Zimbábue e Eswatini, com algumas áreas recebendo mais de um ano de chuva em poucos dias.
  • Os prejuízos incluem o fechamento do Kruger Park, na África do Sul, e custos de reparo estimados em milhões de dólares.
  • A La Niña, que costuma favorecer chuvas na região, ocorre em um contexto de atmosfera mais úmida, ampliando os impactos de eventos de chuva extrema segundo especialistas.

A chuva persistente e inundações catastróficas atingiram o sul da África ao longo do último mês, impulsionadas por mudanças climáticas e pelo padrão La Niña. O estudo divulgado na quinta-feira aponta que eventos de chuva extrema aumentaram 40% desde antes da era industrial, com La Niña agravando a situação.

As autoridades destacam que Moçambique, África do Sul, Zimbabwe e Eswatini foram os países mais afetados, com algumas regiões recebendo o equivalente a mais de um ano de chuvas em poucos dias. Rivers transbordantes deixaram várias comunidades isoladas e danificaram infraestrutura.

Ao todo, o período de chuvas causou cerca de 200 mortes e afetou centenas de milhares de pessoas, segundo o estudo da World Weather Attribution (WWA). Esforços de resposta estão em andamento nas áreas mais atingidas, incluindo áreas de proteção ambiental na África do Sul.

Impacto regional e dados

O relatório indica que o aumento na intensidade das chuvas extremas está ligado a temperaturas oceânicas mais altas, resultado de emissões de gases de efeito estufa. O fenômeno La Niña, embora tradicionalmente associado a condições mais úmidas, ocorre em um ambiente mais saturado de umidade.

Izidine Pinto, pesquisador sênior do Royal Netherlands Meteorological Institute e coautor do estudo, afirma que as mudanças climáticas de origem humana reforçam esses eventos. Segundo ele, a queima contínua de combustíveis fósseis eleva a intensidade das tempestades.

A referência à situação de 2024-2025 reforça que decisões energéticas e políticas públicas deverão considerar cenários de eventos climáticos extremos com maior frequência. Entre os impactos divulgados estão danos a ecossistemas e custos de recuperação estimados em dezenas de milhões de dólares.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais