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Brasil revisa plano climático até 2035 com desmatamento como foco de emissões

Brasil revisa plano climático até 2035 com foco no desmatamento e uso da terra, amplia adaptação, implementação e proteção a populações vulneráveis

Diferentemente da maioria dos países, a principal fonte de poluição por carbono no Brasil é a mudança no uso da terra
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  • Brasil apresenta a primeira revisão do plano climático nacional desde 2008, com prazo até 2035 e foco ampliado em adaptação e uso da terra.
  • A principal estratégia continua sendo o fim do desmatamento para reduzir emissões, já que a mudança no uso da terra responde por quase metade das emissões do país.
  • Lula se comprometeu a eliminar o desmatamento até 2030; meta Brasil no Acordo de Paris é reduzir emissões entre 59% e 67% abaixo dos níveis de 2005 até 2035, com zero líquido até 2050.
  • Marina Silva afirma que reduzir emissões também busca proteger populações vulneráveis diante de eventos climáticos extremos.
  • Observatório do Clima elogia a abrangência do plano, porém aponta falta de ambição para a transição total a partir de combustíveis fósseis e implementação mais rápida.

Brasil apresenta atualização do plano climático até 2035, com foco no desmatamento. A revisão, anunciada na segunda-feira (17), é a primeira desde 2008 e amplia o escopo para adaptação e implementação, colocando o uso da terra no centro da estratégia.

O novo documento mantém a ênfase em reduzir as emissões por meio do desmatamento, sendo a principal fonte de carbono a alteração do uso da terra. Lula da Silva já havia se comprometido a eliminar o desmatamento até 2030.

O plano vigente projeta metas nacionais no âmbito do Acordo de Paris, de 59% a 67% abaixo de 2005 até 2035, com objetivo de atingir zero líquido até 2050. Marina Silva ressalta que redução de emissões envolve proteger populações vulneráveis frente a eventos climáticos.

Observatório do Clima avaliou a atualização de forma preliminar, elogiando a abrangência que envolve vários ministérios e prioridades transversais, mas apontando falta de ambição para a transição longe de combustíveis fósseis. A análise destaca a importância de acelerar a implementação.

Claudio Angelo, coordenador de políticas internacionais do Observatório, descreveu o plano como mais amplo que o de 2008 e mais integrado, ainda que reconheça que o Brasil precisa de transformação econômica para cumprir a meta de 1,5°C.

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