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Negligência em massa não se prepara para calor e inundações mais letais

Relatório alerta que, sem medidas, mortes por calor no Reino Unido podem chegar a dez mil anuais até 2050; Wales precisa ampliar resfriamento em hospitais e proteção contra inundações

Wales' 10 hottest years on record have all happened since the early 2000s
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  • O Comitê Independente de Mudanças Climáticas (CCC) diz que o governo galês precisa ampliar a preparação para calor extremo, seca e inundações, com medidas como resfriamento em hospitais e lares, além de proteção contra enchentes e estabilização de montes de carvão.
  • O sindicato Fire Brigades Union alerta que inundações mais intensas e incêndios florestais podem sobrecarregar os serviços de emergência, demandando mais investimentos.
  • O Comissário de Gerações Futuras critica a falta de adaptação em ritmo e escala e acusa de “negligência em massa” se não houver prioridade a ações climáticas.
  • O governo galês afirmou estar comprometido em melhorar a preparação para impactos climáticos; 2025 teve o verão mais quente já registrado, e Hawarden, em Flintshire, atingiu 37,1 °C em 2022.
  • O CCC projeta que mortes por calor podem subir de cerca de 1.400–3.000 por ano, hoje, para 3.000–10.000 até 2050, e que, com aquecimento de 4 °C até 2100, podem chegar a 18.000 por ano no Reino Unido, com risco adicional de enchentes, secas, pragas e pressão sobre serviços de emergência.

O Comitê Independente de Mudanças Climáticas (CCC) alertou que o governo novo do País de Gales precisa intensificar a preparação para ondas de calor, secas e inundações. O grupo diz que são necessárias medidas de resfriamento em hospitais e lares, além de maior investimento na proteção contra inundações e na estabilização de depósitos de carvão. A fala vem em meio a projeções de aquecimento mais rápido e eventos extremos cada vez mais frequentes.

O relatório aponta que as ondas de calor devem se tornar frequentes, com verões mais quentes e ondas de calor com duração de pelo menos uma semana já esperadas para o meio do século. Sem ações, mortes por calor podem crescer de 1.400-3.000 para 3.000-10.000 por ano até 2050. Em cenários de aquecimento global elevado, os impactos seriam ainda maiores, com risco de mosquitos transmissores de doenças em partes do país.

Além das áreas de saúde, a publicação enfatiza que 245 mil imóveis já estão sob risco de inundações por chuvas intensas no inverno e pelo aumento do nível do mar na costa. Também são destacadas deslizamentos de depósitos de carvão, apesar de avanços recentes na criação de um registro de depósitos desativados e de uma nova autoridade para gerenciar sua segurança no futuro.

Ações de adaptação sugeridas incluem medidas de resfriamento em escolas, lares de cuidado e hospitais, como ar-condicionado, persianas e plantio de árvores para sombra. O CCC recomenda ainda a criação de uma temperatura máxima nacional para ambientes de trabalho para proteger trabalhadores e incentivar o uso de soluções de refrigeração.

Reação institucional

Responsáveis estaduais destacam que mudanças climáticas já impactam serviços de emergência, com maior severidade de inundações e incêndios florestais. Representantes do Fire Brigades Union e autoridades de defesa civil alertam para o risco de sobrecarga do sistema de proteção à população e pedem mais investimentos. Entidades ambientais cobram ajustes urgentes nos planos do governo de Gales para enfrentar o clima.

O CCC reforça que as soluções existem e que o país pode se adaptar com decisões eficazes e tecnologias já disponíveis. O governo de Gales afirmou que o relatório oferece orientações claras sobre riscos e oportunidades, destacando o compromisso com a melhoria da preparação climática e a construção de um futuro mais resiliente.

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