- O IBGE atualizou o Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR) para reconhecer oficialmente áreas montanhosas no Brasil.
- A mudança não foca apenas na origem geológica, mas também em características da paisagem, como desníveis, declividade e destaque em relação ao entorno.
- Montanhas passam a incluir áreas de pelo menos quatorze estados, com exemplos como Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, Serra do Espinhaço e Serra Catarinense.
- O Pico da Neblina continua sendo o ponto mais alto do país; áreas elevadas do Nordeste também passaram a ser classificadas como montanhas.
- A nova classificação facilita estudos de meteorologia, clima e recursos hídricos, além de apoiar monitoramento ambiental e prevenção de desastres em encostas.
O IBGE reconheceu oficialmente áreas montanhosas no Brasil por meio da atualização do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR). A mudança encerra um debate antigo da geografia nacional e passa a incluir regiões elevadas de várias regiões do país.
A atualização considera não apenas a origem geológica, mas também características da paisagem, como desníveis, declividade e destaque do relevo. Pesquisadores defendem que esses critérios identificam ambientes montanhosos mesmo com longa erosão.
Essa mudança não cria novas formações, mas redefine a interpretação do relevo. O objetivo é refletir a paisagem atual com base em métodos modernos e evidências geomorfológicas. O reconhecimento oficial passa a constar na classificação nacional.
O que mudou na classificação
Antes, o Brasil era visto como pouco montanhoso por depender de regras que privilegiam cadeias jovens formadas por processos tectônicos recentes. A nova abordagem amplia o conjunto de critérios para reconhecer montanhas antigas sob diferentes condições.
Agora, desníveis acentuados e a relação do relevo com o entorno ganham peso. Assim, elevações antigas podem ser classificadas como montanhas se apresentarem configuração montanhosa marcante.
Onde estão as montanhas brasileiras
As áreas montanhosas aparecem em pelo menos 14 estados, incluindo Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, Serra do Espinhaço e Serra Catarinense. No Norte, o Pico da Neblina continua entre os pontos mais altos.
No Nordeste, elevações em Paraíba, Ceará e Bahia também passaram a integrar o conjunto reconhecido. A atualização reforça o papel dessas regiões para estudos climáticos, hidrológicos e de planejamento ambiental.
Impactos e relevância prática
A nova classificação facilita estudos de clima, circulação de ventos e chuva orográfica nas zonas montanhosas. A altitude favorece menor temperatura, nevoeiros e episódios de frio em áreas serranas do Sul e Sudeste.
Além disso, o reconhecimento oficial auxilia monitoramento de recursos hídricos, avaliação de risco de desastres e planejamento de preservação ambiental em encostas e áreas de encosta. As informações ganham embasamento técnico para políticas públicas.
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