- Eritreia rejeita as acusações da Etiópia de agressão militar e apoio a grupos armados como falsas e fabricadas, dizendo serem parte de uma campanha hostil de Adis Abeba.
- O Ministério da Informação de Eritreia afirmou que as alegações refletem uma manobra de deslocamento de responsabilidade e não devem agravar a situação.
- As tensões seguem desde acusações de combate na fronteira com Tigrai e temem-se conflitos que possam levar a novo conflito armado.
- A Etiópia afirmou, em carta enviada no dia sete de fevereiro, que forças eritreias ocupam parte do território etíope e prestam apoio a militantes dentro do país.
- Eritreia e Etiópia viveram guerra entre mil novecentos e noventa e oito e dois mil, assinaram acordo de paz em dois mil e de lá para cá tiveram relações tensas, com divergências acentuadas por disputas regionais.
A Eritreia rejeitou nesta segunda-feira as acusações da Etiópia de agressão militar e de apoio a grupos armados dentro do território etíope, classificando as alegações de falsas e fabricadas. O Ministério da Informação de Asmara afirmou que se trata de uma campanha hostil de Adís Abeba.
O governo etíope havia afirmado, no fim de semana, que forças eritreias ocupavam parte do território comum e ofereciam apoio material a grupos militants atuando na Etiópia. A denúncia ocorreram em meio a temores de reencontro com o conflito na região de Tigray.
As relações entre os dois países já foram tensas desde o fim de uma guerra entre 1998 e 2000, com um acordo de paz assinado em 2018. Embora tenham sido aliados na operação na Tigray, margens de atrito intensificaram-se nos últimos anos.
A declaração de Eritreia ocorreu após o envio de uma carta do ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, ao seu homólogo eritreu, Osman Saleh, na qual foram detalhadas as alegações sobre ocupação e apoio a grupos dentro da Etiópia.
Em Mapas de crise, a comunicação aponta para a divergência entre ambos os países sobre a segurança regional, incluindo questões sobre o acesso ao mar para a Etiópia e a postura de Eritreia em relação a pressões externas.
Reportagem de Reuters, com edição de Aidan Lewis.
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