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Negociações Ucrânia-Rússia entram no 2º dia em Genebra com pressão sobre Kiev

Segundo dia de negociações em Genebra, com Zelenskiy dizendo que EUA exercem pressão indevida para encerrar o conflito, enquanto tratam de questões práticas

A woman holds a Ukrainian flag at a protest near the United Nations office, on the day of U.S.-mediated peace talks between Russia and Ukraine in Geneva, Switzerland, February 17, 2026.
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  • Segundas negociações entre Ucrânia e Rússia ocorrem em Genebra, com o foco inicial em questões práticas.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que os EUA estão exercendo pressão excessiva para encerrar o conflito.
  • Zelenskiy disse que qualquer acordo que exija ceder território não capturado no Donbas seria rejeitado por referendo.
  • O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, explicou que as conversas trataram de questões práticas, sem detalhes, lembrando que houve rounds em Abu Dabi sem avanço.
  • Fontes russas citaram que as conversas foram muito tensas e duraram cerca de seis horas, mas autoridades de Moscou não comentaram.

Na segunda-feira, em Genebra, representantes da Ucrânia e da Rússia iniciaram o segundo dia de negociações mediadas pelos Estados Unidos. O encontro ocorre em meio a pressões públicas dos EUA para que as partes avancem rumo a um acordo que encerre o conflito iniciado há quatro anos.

O encontro, realizado na cidade suíça, segue após duas rodadas de conversas em Abu Dhabi, sem avanços decisivos sobre temas centrais como o controle territorial na Ucrânia oriental. Na noite anterior, o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, ressaltou que as conversas têm foco em questões práticas e na viabilidade de decisões sem revelar detalhes.

Zelenskiy afirmou em entrevista publicada pela Axios que não considera justo que o ex-presidente americano Donald Trump peça concessões apenas a Kyiv, destacando que qualquer proposta que peça a Ucrânia abrir mão de território não capturado pela Rússia seria rejeitada em plebiscito. O presidente ucraniano agradeceu, ainda, os esforços de Trump, mas disse que as negociações com os negociadores dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, não envolveram o mesmo tipo de pressão.

Em resposta aos relatos sobre a postura de Washington, Zelenskiy também mencionou que suas conversas com Witkoff e Kushner não incluíram a mesma pressão. A live de Trump, na véspera, indicou que Kiev deveria se sentar à mesa com rapidez para avançar as negociações.

O lado ucraniano mantém posição de cautela. Umerov, que dirige o Conselho de Segurança e Defesa, sinalizou que as discussões de terça-feira pelo menos trataram de questões técnicas e de conformação de possíveis decisões, sem detalhar propostas. Da parte russa, até o momento, não houve comentários oficiais sobre as negociações.

Fontes ligadas à imprensa russa afirmaram que o encontro teve uma atmosfera tensa e durou cerca de seis horas, em formatos bilaterais e trilaterais. Antes do início, Umerov minimizou as expectativas de avanços significativos, dizendo que a delegação ucraniana trabalha com realismo quanto aos resultados.

Progresso e perspectivas

Nesta quarta-feira, autoridades de Washington destacaram que o objetivo é manter o diálogo aberto entre as partes. O objetivo declarado é reduzir hostilidades e chegar a um acordo que seja aceitável para Kyiv e Moscou, com foco na segurança e na integridade territorial da Ucrânia.

As negociações também buscam construir um caminho para um acordo duradouro, com participação de outras partes interessadas. A comunidade internacional acompanha com cautela o desenrolar das conversas, diante da complexidade dos temas em pauta e da distância entre as posições.

Participantes e próximos passos

Entre os envolvidos, além de Umerov pela Ucrânia, destacam-se representantes russos que não emitiram declarações públicas até o momento. O fluxo de informações deverá depender dos próximos desdobramentos em Genebra, incluindo eventuais reuniões com líderes e representantes de alto nível. A atuação dos mediadores permanece central para que haja continuidade nas negociações e monitoramento do cessar-fogo.

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