- O Aeroporto Internacional de Aden, no Iêmen, teve o tráfego aéreo interrompido na quinta-feira, enquanto a tensão entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos se intensifica.
- O governo iemenita reconhecido internacionalmente, apoiado pela Arábia Saudita, impôs novas restrições de voos para a vizinha dos Emirados, visando conter as tensões no país.
- O ministro dos Transportes do Iêmen, alinhado aos separatistas do sul, determinou a suspensão total do tráfego aéreo em vez de cumprir as regras.
- O Conselho de Transição do Sul, força separatista apoiada pelos Emirados, culpou a implementação de “novas regulamentações súbitas” promovidas pela Arábia Saudita.
- O atrito se insere numa crise maior entre os dois países do Golfo, com a Arábia Saudita dizendo que a segurança nacional é uma linha vermelha e o UAE anunciando a retirada de forças remanescentes; houve ataque ao porto de Mukalla, utilizado para apoio militar externo aos separatistas.
O aeroporto internacional de Aden ficou em operação restrita nesta quinta-feira, quando o tráfego aéreo foi interrompido. A medida ocorreu em meio ao aprofundamento da tensão entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, potências do Golfo cujas rivalidades influenciam o conflito no Iêmen.
O governo iemenita, apoiado pela coalizão liderada pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente, autorizou novas restrições de voos para o interior e para os Emirados Árabes. A decisão visa conter o aumento de tensões no país.
Em resposta, o Conselho Sulista, alinhado aos separatistas apoiados pelos Emirados, ordenou o fechamento total do tráfego aéreo, ao invés de cumprir as novas regras. O grupo controla grande parte do sul do Iêmen.
Contexto da crise entre Riad e Abu Dabi
O governo saudita acusou o UAE de pressionar o STC a avançar até as fronteiras do reino, dizendo ter estabelecido uma linha vermelha de segurança nacional. O UAE, por sua vez, informou que está retirando suas últimas forças do Iêmen, sem comentar de forma direta.
Recentemente, uma ofensiva aérea da coalizão liderada pela Arábia Saudita atingiu o porto de Mukalla, no sul do Iêmen, alegando que a instalação era usada para apoiar militarmente os separatistas. A situação agrava a disputa entre os dois aliados, refletindo divergências políticas e estratégicas no território.
Desdobramentos e próximos passos
A recomendação de mais medidas de controle de fronteiras e voos segue em aberto, conforme o governo saudita e as autoridades locais discutem as regras aplicáveis. A cifra exata de impactos para passageiros e operações no sul do Iêmen não foi divulgada pelas fontes oficiais até o momento.
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