- Hamas afirmou à AFP que está disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino, mantendo a exigência de reabertura da passagem de Rafah.
- O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), com 15 membros, foi criado como parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde 10 de outubro, para gerir o governo de Gaza no pós-guerra.
- O porta-voz Hazem Qassem disse que todos os ministérios, órgãos e estruturas, incluindo na área de segurança, podem entregar seus expedientes ao comitê, com protocolos e arquivos já preparados.
- O ex-vice-ministro Ali Shaath deve chefiar o comitê, que entraria em Gaza assim que a passagem de Rafah for reaberta, para permitir livre entrada e saída sem obstáculos israelenses.
- O acordo de paz prevê desarmamento do Hamas e retirada israelense de Gaza; Rafah permanece fechada desde maio de 2024, com uma abertura limitada prometida no início de 2025 após a recuperação de restos mortais de um refém.
O Hamas informou à agência de notícias AFP, em 28 de outubro, que está disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino. A medida acompanha um acordo de paz com Israel e os Estados Unidos, que prevê a reabertura da passagem de Rafah apenas parcialmente.
O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), criado para gerir o governo de Gaza no pós-guerra, tem 15 membros e atuará sob a supervisão de um Conselho da Paz. Este Conselho seria chefiado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, segundo o acordo em vigor desde 10 de outubro.
Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, disse que já houve ações concretas no terreno para viabilizar a entrega de ministérios, órgãos e estruturas, inclusive na área de segurança, ao comitê de administração. Os arquivos e protocolos estão organizados para a transição.
O Hamas indicou que o comitê deverá assumir a gestão completa da governança na Faixa de Gaza assim que a passagem de Rafah for reaberta, com a expectativa de controle sobre as entradas e saídas de pessoas. A passagem tem ficado fechada desde maio de 2024, com uma exceção de abertura limitada no início de 2025.
O porta-voz enfatizou que a supervisão do comitê deve ocorrer sem condicionantes israelenses, visando liberdade de passagem para os cidadãos. A abertura de Rafah é um ponto central do acordo de paz, ligado também ao retorno de restos mortais de um refém capturado em 7 de outubro de 2023, cuja recuperação foi anunciada recentemente.
O acordo de cessar-fogo, negociado com apoio dos Estados Unidos, também prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses de Gaza. A transição de poder e a gestão de fronteiras aparecem como etapas-chave do processo em curso.
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