- Lula iniciou o ano de 2026 em diálogo com 14 chefes de Estado sobre a política internacional, em meio a tensões na Venezuela, em Gaza e na Groelândia.
- Entre os temas discutidos estão o acordo entre Mercosul e União Europeia, a proposta de um Conselho da Paz apresentada por Donald Trump e a situação política da Venezuela.
- A captura de Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro; Delcy Rodríguez assumiu a liderança interina da Venezuela e Lula condenou a ação militar norte‑americana.
- O Conselho da Paz, anunciado por Trump, gerou preocupações internacionais por concentrar poderes; Lula discutiu com Trump a limitação do órgão a questões humanitárias em Gaza e a inclusão da Palestina.
- A Groelândia voltou ao centro das atenções com planos de anexação de Trump; a discussão envolve Dinamarca e a Otan, além de interesses estratégicos dos EUA na região; Lula também se reuniu com José Kast, no Panamá.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve diálogos diplomáticos ao longo de janeiro de 2026 com 14 chefes de Estado, buscando alinhamento sobre a política internacional. O cenário envolve tensões na Venezuela, na Faixa de Gaza e na Groenlândia, além de disputas comerciais internacionais. Lula atua em meio a incertezas globais e disputas regionais.
As conversas ocorreram em diferentes momentos e locais, no âmbito de um esforço brasileiro para ampliar o papel do país no debate multilateral. O objetivo é defender soberania, direito internacional e soluções pacíficas para conflitos regionais.
Quem esteve envolvido
- 08/01: Gustavo Petro, Colômbia; Mark Carney, Canadá; Claudia Sheinbaum, México.
- 09/01: Pedro Sánchez, Espanha.
- 13/01: Luís Montenegro, Portugal.
- 14/01: Vladimir Putin, Rússia.
- 15/01: José Raúl Mulino, Panamá.
- 21/01: Recep Tayyip Erdoğan, Turquia.
- 22/01: Narendra Modi, Índia; Mahmoud Abbas, Palestina; Xi Jinping, China.
- 26/01: Donald Trump, EUA.
- 27/01: Emmanuel Macron, França; Gabriel Boric, Chile.
- Além disso, Lula se reuniu com José Kast, presidente eleito do Chile, em evento no Panamá.
Temas centrais das conversas
- Avanços no acordo entre Mercosul e União Europeia.
- Proposta de criação de um Conselho da Paz apresentada por Donald Trump.
- Tensões políticas na Venezuela, com desdobramentos após ações contra Nicolás Maduro.
Contexto sobre a Venezuela
Maduro foi capturado em 3 de janeiro, em operação envolvendo forças de elite e sem mortes entre norte-americanos. Maduro e a esposa foram levados a um navio militar e depois aos EUA. No país, Delcy Rodríguez assumiu interinamente. Lula condenou a intervenção militar.
Conselho da Paz de Trump
Trump anunciou o Conselho da Paz em Davos, com foco em resolver conflitos e reconstruir regiões, começando pela Gaza. A proposta gerou preocupação por soar como uma ONU paralela, com poderes amplos para o próprio presidente dos EUA. A carta constitutiva prevê mandato vitalício para Trump e participação de até 60 líderes, mediante condições financeiras.
Groenlândia e tensões internacionais
Trump defende a anexação da Groenlândia, mencionando segurança nacional e recursos estratégicos, como terras raras. A Dinamarca e a OTAN estão envolvidas em negociações para ampliar presença militar. Críticos veem o movimento como uso de pressão para favorecer interesses dos EUA.
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