- Militantes islamistas, apoiados por drones, atacaram a base do Exército de Sabon Gari, em Borno, no início da manhã de quinta-feira.
- A ofensiva, atribuída ao grupo ISWAP (facção do Estado Islâmico na África Ocidental), marca escalada na violência na região.
- Durante o confronto, drones bombardearam o perímetro e destruíram várias viaturas, incluindo uma escavadeira e um trailer, segundo o porta-voz do Exército, tenente‑coronel Sani Uba.
- O Exército retomou o controle após reforços chegarem; a ofensiva foi repelida e há buscas pelos insurgentes em curso.
- Fontes de segurança dizem que, até o momento, pelo menos nove soldados e dois membros da Civilian Joint Task Force morreram, com cerca de 16 feridos.
O ataque ocorreu na madrugada de quinta-feira, quando militantes islamistas, apoiados por drones, invadiram a base do Exército em Sabon Gari, no estado de Borno, no nordeste da Nigér ia. O episódio resultou na morte de diversos soldados, segundo o porta-voz militar, o tenente-coronel Sani Uba, que confirmou a violação parcial da instalação. O reforço de tropas permitiu retomar o controle e frustrar a investida.
De acordo com Uba, os insurgentes teriam utilizado bombardeio com drones durante o combate, destruindo veículos militares, incluindo uma escavadeira e um caminhão de reboque. O Exército informou que, com a chegada de reforços, houve a retomada da luta e a perseguição aos militantes. Não há um número exato divulgado pela defesa, mas fontes secundárias apontam baixa de efetivos entre militares e membros da Civilian Joint Task Force.
Em balanço preliminar, pelo menos nove soldados e dois membros da Civilian Joint Task Force teriam morrido, e cerca de 16 pessoas ficaram feridas. O ataque marca a segunda investida desse tipo na região em uma semana, reforçando a escalada de violência na área. Borno continua sendo o epicentro da insurgência islamista que já dura 17 anos.
Contexto da ofensiva na região
As operações militares intensificaram-se neste ano, com ações aéreas e terrestres para retomar áreas controladas por Boko Haram e ISWAP. Mesmo com os esforços, os grupos continuam realizando ataques de grande escala, aproveitando terreno difícil e fronteiras porosas para alcançar alvos militares e civis.
Impacto local e próximos passos
Autoridades não detalharam números de baixas civis ou de danos à infraestrutura além dos veículos destruídos. As forças de segurança informaram que seguem em operação de busca e neutralização dos insurgentes na região, com monitoramento constante das rotas de atuação dos grupos.
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