- Em Virunga National Park, na República Democrática do Congo, seis funcionários foram mortos: cinco guardas florestais e um motorista, segundo a administração do parque.
- Um guarda ficou ferido e sobreviveu; o ataque ocorreu na segunda-feira no setor central do parque, que tem cerca de 7.800 quilômetros quadrados.
- As vítimas foram: Jean de Dieu Byamungu (25), Barthelemie Kakule Mulewa (28), Théodore Kasereka Prince (25), Liévin Mumbere Kasumba (28) e Kananwa Sibomana (22), além do motorista Ila Muranda (30).
- As autoridades atribuem o ataque ao grupo Mai-Mai, uma milícia atuante na região leste da RDC, próxima à fronteira com o Ruanda.
- O incidente ocorre pouco mais de uma semana após a morte de outro guarda, Faustin Biriko Nzabakurikiza, em 1º de abril; o parque mantém o Fundo de Guardas Caídos para apoiar as famílias.
O ocorreu nesta segunda-feira, em Virunga National Park, na República Democrática do Congo. Suspeitos de uma milícia armada emboscaram e mataram cinco guardas florestais e um motorista, no que foi o ataque mais mortal já registrado no parque. Um sexto guarda ficou ferido, mas sobreviveu.
A ação aconteceu no setor central do parque, que tem 7.800 quilômetros quadrados. Em comunicado, a direção do parque confirmou as mortes e a gravidade do ataque, ressaltando que os guardas protegiam a população e o patrimônio natural da região. O motivo ainda não foi plenamente esclarecido.
Entre os mortos constam os guardas Jean de Dieu Byamungu, 25 anos; Barthelemie Kakule Mulewa, 28; Théodore Kasereka Prince, 25; Liévin Mumbere Kasumba, 28; Kananwa Sibomana, 22, e o motorista Ila Muranda, 30. A instituição informou que o sexto guarda ferido recebeu atendimento médico e está estável.
Contexto
O parque é um marco histórico, criado em 1925, e abriga cerca de gorilas-da-montanha, espécie criticamente ameaçada. Ele já enfrenta ataques de grupos armados na região de Kivu, próximo à fronteira com o Ruanda, com infiltração de milícias, caçadores e traficantes.
A diretoria de Virunga lamentou as perdas e destacou o compromisso dos guardas com a proteção do patrimônio comum. O diretor Emmanuel de Merode ressaltou a bravura dos profissionais e a necessidade de maior proteção para as equipes de campo.
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