- Lebanon acusa Israel de pulverizar herbicida ligado ao câncer em áreas agrícolas do sul do país, chamando o ato de crime à saúde e violação de soberania.
- O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que tomarão medidas legais e diplomáticas para enfrentar a agressão.
- Segundo autoridades locais, análises laboratoriais indicaram que o spray continha glifosato, herbicida classificado pela Organização Mundial da Saúde como provavelmente carcinogênico para humanos.
- Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente disseram que concentrações de glifosato em amostras estavam entre vinte e trinta vezes acima do normal, e que a pulverização ameaça produção, solo e cadeia alimentar.
- A operação ocorreu em meio a tensões recentes na região, com vídeos mostrando aeronaves israelenses pulverizando áreas agrícolas também na Síria recentemente.
Lebanon acusou Israel de pulverizar um herbicida ligado ao câncer em áreas agrícolas do sul do país, classificando o ato como crime de saúde pública e violação da soberania. O governo diz que ameaça a segurança alimentar e a renda de produtores.
O presidente Joseph Aoun condenou o que chamou de agressão ambiental e saúde, prometendo tomar medidas legais e diplomáticas para enfrentar a ação. O governo libanês pediu apuração e responsabilização.
Segundo informações, o incidente teria ocorrido no domingo pela manhã. Soldados da ONU teriam sido avisados pelo Exército Israelense para se manterem ocultos durante uma operação aérea de lançamento de uma substância química não tóxica, conforme relatado por casuísticamente.
Registros de laboratório apontaram que o spray continha glifosato, herbicida amplamente utilizado. Em 2015, a Organização Mundial da Saúde classificou o glifosato como provavelmente carcinogênico para humanos.
Autoridades de agricultura e meio ambiente do Líbano disseram que amostras apresentaram concentrações de glifosato 20 a 30 vezes acima do normal. O governo afirmou que a pulverização danificaria a vegetação, afetando produção, fertilidade do solo e equilíbrio ecológico.
As agências destacaram que a pulverização por aeronaves militares sobre território libanês configura ato de agressão que ameaça a segurança alimentar, causa danos aos recursos naturais e coloca em risco a saúde pública e o ambiente da cadeia alimentar.
Nos dias que antecederam o suposto ataque no Líbano, vídeos apontaram aeronaves israelenses pulverizando áreas agrícolas na Síria em três ocasiões na mesma semana.
O episódio ocorre em meio a danos ecológicos anteriores, com o sul do Líbano ainda se recuperando de campanhas militares contra o grupo Hezbollah. Relatos de combate anteriores incluem uso de armas de alto impacto que deixaram áreas contaminadas e solos degradados.
Contexto e consequências
Especialistas ouvidos pelo governo libanês alertaram para impactos cumulativos na biodiversidade, na pollinização e na produção agrícola local diante de múltiplos contaminantes anteriores.
Organizações ambientais lembraram que áreas já estressadas pela violência sofrem agravamento com novas substâncias químicas, o que pode alterar cadeias alimentares e a qualidade do solo.
Reações oficiais
O governo libanês pediu investigações independentes e resposta diplomática para esclarecer o caso. A responsabilidade de eventuais sanções caberia a fóruns internacionais e à ONU, conforme as autoridades.
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