- Nigeria vai enviar um batalhão do exército para Kaiama, no Kwara, após ataque de militantes jihadistas que matou 170 pessoas em duas aldeias na noite de terça-feira.
- As comunidades de Woro e Nuku foram alvo, com moradores baleados, casas incendiadas e lojas saqueadas.
- Testemunhas disseram que os atacantes eram jihadistas que pregavam em áreas vizinhas; ao recusarem o impose de lei extremista, os moradores foram alvejados.
- O presidente Bola Tinubu classificou o ataque como covarde e informou a estreia da operação Savannah Shield para proteger as comunidades indefesas.
- O ataque ocorre em meio a uma escalada de violência associada a grupos jihadistas e milícias armadas em várias regiões do país; na terça-feira, também houve ataque em Doma, Katsina, que deixou pelo menos 13 mortos.
A Nigeria enviará um batalhão do exército a Kaiama, no Kwara, após ataque violento a Woro e Nuku na noite de terça-feira, que deixou 170 mortos. A ofensiva ocorreu em dois vilarejos, com disparos, incêndios e saques, segundo o gabinete do presidente.
O ataque, descrito como o mais letal deste ano, matou civis e devastou casas. Cerca de 38 residências foram destruídas em Woro e Nuku, disse Sa’idu Baba Ahmed, deputado local. Não houve reivindicação oficial de responsabilidade.
Em nota, o gabinete do presidente Bola Tinubu condenou o ataque e informou que a militarização de Kaiama integra a operação Savannah Shield, para deter “terroristas bárbaros” e proteger comunidades indefesas. A ação busca impedir imposição de ordem extremista.
Contexto da violência
Os ataques relacionados a jihadistas ocorrem em várias regiões do país, com insurgência no nordeste e no noroeste. Grupos ligados ao Estado Islâmico atuam em diferentes frentes, intensificando assaltos e sequestros na zona fronteiriça com Níger.
Incidente em Katsina
Ainda na terça, pistolagem não identificada matou pelo menos 13 pessoas na vila Doma, em Katsina, segundo a polícia. A violência amplifica a sensação de insegurança e provoca respostas militares em várias frentes.
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