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Dirigente do Hamas afirma que grupo não entregará suas armas

Hamas reafirma não abrir mão das armas; Meshal diz que a resistência é direito dos povos, o que complica o plano internacional de desarmamento

Integrantes do braço-armado do Hamas participam da 5ª troca de reféns e prisioneiros com Israel.
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  • Khaled Meshal, dirigente do Hamas, afirmou que o grupo não renunciará às suas armas e rejeitará domínio externo na Faixa de Gaza.
  • Meshal disse que criminalizar a resistência é inaceitável e que o armamento é parte da resistência contra Israel.
  • Dirigentes israelenses informam que o Hamas ainda dispõe de 20.000 combatentes e de dezenas de milhares de armas em Gaza.
  • O cessar-fogo de 10 de outubro abriu, em meados de janeiro, a segunda fase do plano dos EUA, que prevê desarmamento do Hamas e retirada gradual de tropas israelenses de Gaza.
  • A ideia de governo transitório em Gaza envolve um comitê de 15 tecnocratas palestinos sob o Conselho de Paz, presidido por Donald Trump; Meshal pediu uma visão equilibrada para reconstrução e ajuda humanitária, sem aceitar dominação estrangeira.

Khaled Meshal, líder do Hamas, afirmou neste domingo que o grupo não renunciará às suas armas nem reconhecerá domínio externo sobre a Faixa de Gaza. A declaração ocorreu em uma coletiva em Doha, ao abordar pedidos de desarmamento de Israel e dos EUA.

Segundo informações de dirigentes israelenses, o Hamas manteria cerca de 20.000 combatentes e dezenas de milhares de armas em Gaza. O relato reforça o desafio para qualquer plano de desarmamento dentro de uma fase de negociação em curso.

O processo, iniciado após o cessar-fogo de 10 de outubro, prevê uma segunda etapa sob a chamada “Conselho de Paz”, liderado por um comitê de 15 tecnocratas palestinos, com a supervisão de Trump. A ideia visa estabilizar a região e facilitar a reconstrução de Gaza.

Meshal pediu ao Conselho de Paz uma visão equilibrada que permita a reconstrução e o fluxo de ajuda humanitária, ao mesmo tempo em que reiterou a oposição a qualquer forma de dominação estrangeira sobre o território.

Plano de transição e governo em Gaza

O Hamas, que governa Gaza desde 2007, mantém o desarmamento como linha vermelha, sem descartar a entrega das armas a uma futura autoridade palestina. A estrutura transitória também envolve a retirada gradual do Exército israelense, conforme o avanço do acordo.

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