- A coalizão liderada pela Arábia Saudita realizou uma ofensiva militar limitada no porto de Mukalla, Hadramaut, alvo do que chamou de apoio militar estrangeiro.
- Dois navios que vinham do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, entraram em Mukalla sem autorização, desativaram seus sistemas de rastreamento e descarregaram armas e veículos de combate para apoiar o Conselho Central do Sul (STC).
- A coalizão afirmou não haver casualties nem danos colaterais no ataque, segundo a imprensa estatal saudita.
- A operação ocorreu a pedido do chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, para proteger civis na Hadramaut e no Mahra.
- O conflito envolve forças apoiadas pelos Emirados no sul do Iêmen, o STC, o governo iemenita apoiado pela coalizão e os Houthis no norte; o STC busca autogoverno no sul.
O que aconteceu: a coalizão liderada pela Arábia Saudita realizou um ataque aéreo limitado no porto de Mukalla, no Iêmen, visando suposto apoio militar estrangeiro que seria desembarcado em navios provenientes do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. O objetivo, segundo a coalizão, foi neutralizar armas e veículos de combate entregues a forças separatistas do STC.
Quem está envolvido: a operação envolveu a coalizão liderada pela Arábia Saudita e as forças ligadas ao governo yemeni, com acusações de apoio militar ao Southern Transitional Council (STC). O STC, aliado anteriormente da coalizão, atua no sul do país. Os EUA não foram citados diretamente na ação.
Quando e onde ocorreu: o ataque ocorreu de forma limitada na manhã de terça-feira, após navios chegarem a Mukalla no fim de semana sem autorização coalizional. A operação foi conduzida pelas forças aéreas da coalizão, segundo a imprensa estatal saudita.
Por que ocorreu: a coalizão afirmou agir a pedido do chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Yemen, Rashad al-Alimi, para proteger civis em Hadramout e Mahra, diante de movimentos militares do STC no Hadramout.
Contexto e desdobramentos
Segundo a spokesperson da coalizão, as aeronaves militares atingiram equipamentos que haviam sido descarregados nos cais, com duas fontes próximas à Reuters sugerindo que o foco foi o cais onde a carga foi desembarcada. Não houve registro de mortos ou danos colaterais.
A relação entre STC e a coalizão é complexa. O STC já foi parte da aliança que interveio em 2015 contra os Huthis, mas busca maior autonomia no sul desde 2022, sob um acordo de compartilhamento de poder com apoio saudita. No sul, forças apoiadas pelos Emirados controlam áreas estratégicamente importantes, incluindo Hadramaut.
A campanha ocorre em meio a tensões entre potências da região e o risco de escalada. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não respondeu de imediato a pedidos de comentário. A Reuters destacou que a situação persiste sem confirmação oficial de novas ações.
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