- Ucrânia e Rússia iniciaram a segunda rodada de negociações mediadas pelos EUA em Abu Dabi, em formato trilateral de dois dias.
- O tema principal é território e a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, localizada em área sob ocupação russa.
- Moscou exige que Kiev retire tropas de toda a região de Donetsk; Kiev defende congelar o conflito na linha de frente atual sem retirada unilateral.
- A ocupação russa já abrange cerca de vinte por cento do território ucraniano; analistas apontam ganho de cerca de 1,5 por cento desde o início de dois mil e vinte e quatro.
- A percepção pública permanece cética: a maioria dos ucranianos é contrária a qualquer acordo que ceda território a Moscou.
Ucrânia e Rússia iniciaram nesta quarta-feira a segunda rodada de negociações de paz intermediadas pelos EUA, em Abu Dhabi. O objetivo é avançar esforços para encerrar o maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As negociações trilaterais duram dois dias e ocorrem após relatos de que a trégua energética apoiada pelos EUA teria sido explorada pela Rússia para acumular munição, segundo declarações de Kyiv na semana passada. Representantes ucranianos chegaram a Abu Dhabi para as reuniões, conforme a Interfax-Ukraine.
A arquitetura das conversas envolve temas sensíveis, como o território e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que fica em área ocupada pela Rússia. Moscou exige retirada de tropas para avançar em qualquer acordo.
Kiev propõe congelar o conflito na linha de frente atual e rejeita qualquer recuo unilateral de suas forças. A Rússia vem condicionando o acordo à retirada total de tropas da região leste de Donetsk, entre outros pontos.
Situação territorial: a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes do Donbas. Analistas estimam ganho de território russo desde o início de 2024, mas a maioria das pesquisas aponta resistência pública a ceder terras.
As rodadas anteriores, as primeiras negociações diretas entre Moscou e Kyiv, aconteceram no mês passado, na mesma região do Golfo Pérsico. O objetivo é encontrar um compromisso para encerrar o conflito, ainda sem consenso entre as partes.
Pontos centrais e desdobramentos
- O debate mantém foco na posse de território e no futuro da Zaporizhzhia.
- Zelenskiy enviou mensagens sobre a violação de uma trégua energética, citada por Kyiv como provocação russa.
- As lideranças envolvidas participam de uma mediação que tem o objetivo de trazer avanços concretos, sem previsão de conclusão imediata.
Ao longo do dia, analistas destacam que as negociações ainda estão distantes de um acordo. Tornam-se decisivas as posições da Rússia quanto à retirada de tropas e à situação da usina nuclear, enquanto a Ucrânia exige garantias de segurança.
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