- Doze agentes do parque e a cinco civis foram mortos no Virunga National Park, na parte leste da República Democrática do Congo, na sexta-feira.
- O ataque ocorreu na estrada perto da sede do parque, em Bukima, quando os rangers estavam retornando à base.
- A UNSC (ICCN) informou que foram atacados por 60 milicianos armados, ligados a conflitos na região.
- Além dos doze guardas, morreram um motorista e quatro civis, e dois ficaram feridos; outros três ranger ficaram gravemente feridos, com um em estado crítico.
- A organização FDLR-FOCA foi identificada como responsável pelo ataque, segundo o ICCN.
Twelve rangers e mais cinco pessoas foram mortos nesta sexta-feira em Virunga National Park, na região leste da República Democrática do Congo. O ataque ocorreu numa rodovia próxima à sede do parque, em Bukima, quando os guardas voltavam para a base após uma patrulha. A ação foi atribuída a milícias armadas, segundo o ICCN.
Além dos 12 guardas, um motorista e quatro civis foram mortos. Duas pessoas ficaram feridas, e três guardas foram gravemente feridos, com uma em condição crítica. A base de Virunga informou que o ataque foi realizado por um grupo armado que atacou veículos em apoio à patrulha.
Conforme o ICCN, os responsáveis foram identificados como o grupo armado FDLR-FOCA, ligado à Força Democrática para a Libertação do Ruanda e a sua ala Armada. O ataque acontece em meio a décadas de conflito na região e a atividades ilícitas que financiam milícias, como caça de animais, extração de madeira e produção de carvão ilegal.
Contexto histórico e impacto
Virunga abriga espécies icônicas como gorilas-dormentes e chimpanzés e tem sido palco de confrontos entre milícias, governo e forças locais. A região depende de guardas para proteção de áreas sensíveis e populações locais, que enfrentam dificuldades econômicas e de segurança.
Segundo a GRAA, milícias exploram atividades ilegais para financiar ações militares, mantendo controle sobre parte da área sul-ocidental do parque. Em 2018, ataque similar já resultou em mortes de rangers e fechamento temporário do parque, que reabriu em 2019 após reforço de segurança.
A gestão do parque mantém desde 2007 o Fallen Rangers Fund para apoiar famílias dos guardas mortos no serviço. Autoridades locais reiteram o compromisso com a proteção de Virunga e com a segurança dos trabalhadores que atuam na conservação.
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