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Clark Lungren defende compromisso na conservação

Clark Lungren consolidou a conservação na Burkina Faso por meio de acordos com comunidades, criando zonas de intervenção comunitária (ZOVIC) ao redor de Nazinga, persistentes

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  • Clark Lungren viveu quase toda a vida em Burkina Faso, naturalizou-se e atuou como conservacionista local, integrando-se às comunidades sem depender de credenciais formais.
  • Ficou conhecido pela recuperação da área de Nazinga, onde comunidades passaram a ter direitos de caça controlada em troca de proteção à fauna, resultado duradouro.
  • Defendia que a conservação só perdura se estiver alinhada com governança e incentivos locais, prática refletida nas zonas de caça comunitária (ZOVICs) e em áreas de amortecimento.
  • Atuou como biólogo de campo, especialista em aves e consultor de áreas naturais com gestão comunitária, além de treinar monitores locais e gestores.
  • Morreu em setembro de 2025, aos 74 anos; seu legado persiste nas passagens de Nazinga e em acordos de conservação que permanecem, ainda que imperfeitos.

Clark Lungren morreu em setembro de 2025, aos 74 anos, no Burkina Faso. O conservacionista viveu grande parte da vida no país, onde se naturalizou e atuou como agente local de preservação.

Sua trajetória consolidou práticas de governança comunitária em áreas protegidas, incluindo Nazinga e o farm de Wedbila.

Lungren ficou conhecido por impulsionar a recuperação da área de Nazinga, ao negociar direitos de caça controlada com as comunidades em troca de proteção de fauna e habitat. A estratégia contrariou previsões e ganhou continuidade ao longo dos anos.

Para ele, a durabilidade dos projetos dependia de alinhamento com incentivos locais e governança comunitária, expressa nas ZOVICs, zonas de intervenção caçadeira geridas pela comunidade ao redor de áreas protegidas.

Além de Nazinga, atuou como biólogo de campo, especialista em aves e assessor de áreas naturais geridas pela comunidade em diversos países da África Ocidental. Treinou monitores locais e apoiou pesquisas sobre conflito homem-elefante.

Em Wedbila, nos arredores de Ouagadougou, criou uma fazenda demonstrativa em 1990 para mostrar que manejo de espécies silvestres pode gerar renda sem esgotar ecossistemas. O espaço recebeu visitantes de várias áreas.

Lungren recebeu reconhecimentos distribuídos ao longo da carreira, como o Grau de Mérito da Burkina Faso em 2007, além de vínculos com fundações e organizações internacionais de conservação. Seu trabalho ganhoubase prática.

Mesmo com atuação recente, o legado permanece: os corredores em Nazinga continuam em uso e as acordos de conservação com governança comunitária persistem. Em uma região com projetos de curta duração, a sua prática se destacou pela continuidade.

O trabalho de Lungren persiste como referência para estratégias de conservação que privilegiam participação local e incentivos compartilhados, mantendo vivo o modelo de gestão comunitária em áreas de proteção.

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