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Última tartaruga asiática encontra refúgio nos pinhais da Carolina

Centro de conservação de tartarugas na Carolina do Sul recebe a Turtle School, treinamento intensivo que fortalece manejo, saúde e reintrodução de espécies ameaçadas

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  • O Turtle Survival Center, em Cross, na Carolina do Sul, realizou a terceira edição do Turtle School em setembro de 2025, um curso intensivo de sete dias sobre conservação e manejo de quelônios.
  • Doze a dezesseis alunos de três países participaram, incluindo especialistas de zoológicos dos EUA, um veterinário da Argentina, um artista que trabalha com conservação marinha e uma vendedora de camisetas do Canadá.
  • O currículo aborda cuidado em cativeiro, temperatura, dieta, qualidade da água, design de habitats, reprodução, detecção de doenças e manejo de turtles na natureza.
  • O centro funciona como um “banco genético” para espécies raras, com cerca de oitocentas tartarugas de 27 espécies sob supervisão, incluindo animais fundador usados em programas de reprodução.
  • Os participantes levam conhecimentos para seus museus e instituições, fortalecendo redes profissionais; alguns já aplicam melhorias em iluminação, dietas e manejo de doenças, e há retorno de contatos entre os participantes.

O Turtle Survival Center (TSC), em Cross, Carolina do Sul, recebeu entre setembro de 2025 e início de outubro um grupo de 16 alunos de três países para a terceira edição do curso anual Chelonian Biology, Conservation, and Management, conhecido como Turtle School. O objetivo é capacitar especialistas em cuidados de tartarugas e tartarugas-de-capacete mantidas em cativeiro, com foco em conservação de espécies ameaçadas.

O centro abriga cerca de 800 exemplares de 27 espécies, predominantemente da Ásia e da China, incluindo algumas entre as mais criticamente ameaçadas. O local oferece instalações veterinárias, áreas de quarentena, salas de incubação e ambientes internos e externos com alimentação natural, iluminação UV e barreiras para evitar interações indesejadas entre espécies.

A equipe do TSC é composta por funcionários e voluntários, liderados pelo diretor de operações Clinton Doak. A Turtle Survival Alliance (TSA) supervisiona o centro, com o objetivo de manter a diversidade genética e facilitar reintroduções sempre que possível, mantendo o compromisso de evitar extinções de tartarugas.

Durante a semana de aula, os participantes aprenderam técnicas de manejo, reprodução, qualidade de água, design de habitats e monitoramento de saúde. O curso combina teoria com atividades práticas, incluindo inspeções de campo, identificações de tartarugas locais e avaliações de causas de mortalidade.

Entre os instrutores estão especialistas de renome na área de conservação de quelônios, que mostram como reduzir riscos de doenças como ranavírus, Mycoplasma e herpes entre os animais em cativeiro. Oferece-se também treinamento em biossegurança e protocolos de quarentena.

Os alunos vêm de zoológicos e aquários de renome, incluindo veterinários e responsáveis por programas de conservação. O objetivo é disseminar práticas que aprimorem bem-estar, genética e reprodutibilidade de programas de manejo em instalações ao redor do mundo.

O Turtle School já revelou benefícios práticos: aprimoramento de iluminação, regimes de fotoperíodo e estratégias de alimentação que impactam a saúde e a reprodução. Além do aspecto técnico, o curso cria uma rede de contatos entre profissionais engajados na proteção de espécies de quelônios.

A TSA reforça que a crise global afeta muitas espécies, com mais de metade das tartarugas e tartarugas-de-capacete avaliadas em 2025 sob risco de extinção. Mudanças no comércio ilegal, desmatamento e comércio de animais contribuem para esse panorama desafiador.

Autoridades do Centro destacam que nem todas as espécies capturadas na natureza conseguem retornar ao ambiente selvagem. Mesmo assim, o TSC funciona como um “banco genético” para manter a diversidade de espécies em cativeiro para futuras iniciativas de recuperação.

O evento também ilustra a importância de ações coordenadas entre organizações e comunidades locais, para proteger habitats e facilitar a cooperação internacional em prol da conservação de tartarugas antigas, com milhares de anos de evolução registrando a resistência desses animais.

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