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Lagartixa alpina em perigo: população deve crescer após Omeo engravidar

Programa de reprodução em cativeiro permitirá aumento de guthega skinks alpinas de onze para treze, com Omeo a dar à luz em março no parque Alpine, Victoria

A guthega skink in the hands of Dr Zak Atkins in Victoria, Australia
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  • Onze guthega skinks, ameaçadas, soltas em um recinto controlado no parque nacional alpino de Victoria, podem chegar a treze animais.
  • A fêmea conhecida como Omeo deverá dar à luz em março, com previsão de dois filhotes.
  • As lagartixas vivem em ilhas de altitude acima de 1.600 metros, nos Bogong high plains, em Victoria, e no Mount Kosciuszko, em Nova Gales do Sul.
  • O programa de criação em cativeiro é da Zoos Victoria; o recinto tem rochas de granito e centenas de plantas, incluindo alpine mint bush e snow beard-heath, as favoritas da espécie.
  • Cientistas ressaltam a vulnerabilidade da espécie ao aquecimento, aos incêndios florestais e à perda de habitat, com períodos de hibernação de cinco meses sob a neve.

Eleven lagartas guthega, espécies ameaçadas, devem ganhar mais dois indivíduos em um programa de criação em cativeiro no Parque Nacional Alpine, em Victoria. A expectativa é de que Omeo, uma fêmea, dê à luz em março.

Os lagartos vivem em “ilhas no céu” acima de 1.600 metros, em Victoria e NSW. A espécie é uma das poucas lizards alpinas da Austrália, com distribuição restrita a Bogong high plains e Mount Kosciuszko.

A iniciativa, conduzida pela Zoos Victoria, envolve uma área de soltura com rochas de granito e centenas de plantas nativas, incluindo plantas alimentares dos skinks. O programa já havia introduzido sete animais em dezembro.

Otimismo acompanha a equipe: o grupo atual permanece estável e funciona como uma colônia selvagem. Os cientistas estimam que Omeo terá dois filhotes, com base no exame físico.

Os filhotes nascerão com aparência distinta dos adultos: pequenos, pretos com manchas amarelas, ao contrário do tom marronzinho dos adultos. O que muda é o tamanho e o padrão de cor ao nascer.

A pesquisadora Joanna Sumner, da Museums Victoria, aponta que as guthega vivem em unidades familiares próximas a aglomerados rochosos e compartilham áreas de fuga e alimentação. Dados mostram baixa prole feminina na região.

Para a população de Victoria, o ciclo reprodutivo é curto: normalmente apenas um a dois filhotes por ano. Os filhotes permanecem com os pais e costumam buscar áreas ensolaradas para descansar.

Os lagartos são fortemente vinculados aos seus túneis subterrâneos, com várias entradas que permitem saída de diferentes pontos. Assim, enfrentam o inverno armazenados sob a neve por meses.

A equipe de recuperação frisa a necessidade de proteger o habitat. A elevação extrema e a pressão de fogo impulsionam riscos de extinção para a espécie alpina.

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