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Mangueiras de incêndio velhas viram salva-vidas para langures ameaçados na Malásia

Penang reutiliza mangueiras de incêndio para criar pontes que ajudam langures-dusky a atravessar vias, reduzindo atropelamentos e beneficiando outras espécies

Two dusky langurs that the Langur Project Penang has named Kim, left, and Sunny engage in grooming at a playground near a residential area in the Tanjung Bungah area of George Town on Malaysia’s Penang Island. Image by Mohd Rasfan/AFP.
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  • Na ilha de Penang, Malásia, a Langur Project Penang instalou pontes artificiais feitas com mangueiras de incêndio reaproveitadas para ajudar os langures-dusky a atravessar ruas movimentadas em áreas residenciais.
  • O projeto ganhou impulso após Yap Jo Leen testemunhar, em 2016, uma fêmea com filhote sendo atingida por um veículo.
  • Desde 2019, o grupo instalou três pontes-canopy para travessia segura de primatas, doadas pelos bombeiros locais; a primeira, chamada “Ah Lai’s Crossing”, já registrou zero atropelamentos naquela passagem.
  • Além dos langures, nove outras espécies, como macacos, esquilos e loris-pardos, também utilizam as pontes.
  • O trabalho é baseado em três pilares: conservação científica, educação ambiental e ciência cidadã, com voluntários conhecidos como “Duskies” (de 17 a 65 anos) ajudando no monitoramento e no engajamento com moradores.

On Penang Island, na Malásia, uma iniciativa de conservação transforma mangueiras de combate a incêndios em pontes que ajudam os macacos-das-tontas a atravessar ruas movimentadas de áreas residenciais. A ideia surgiu após uma fatalidade envolvendo uma fêmea da espécie e seu filhote, em 2016, segundo reportagem conjunta da Mongabay e da AFP.

A organização Langur Project Penang (LPP), liderada pela pesquisadora Yap Jo Leen, começou a acompanhar a família de langures dusky e registrou várias tentativas de travessia na rodovia. Desde 2019, a LPP instalou três pontes artificiais para corridas seguras, todas criadas com mangueiras de incêndio doadas pelos departamentos locais de bombeiros.

Estrutura e impacto

A primeira ponte, apelidada de Ah Lai’s Crossing, registrou zero atropelamentos naquela seção da via. Além de beneficiar os langures, o viário também é utilizado por outras espécies, como macaquinhos, esquilos e loras-do-vento.

A LPP atua com três pilares: conservação científica, educação ambiental e ciência cidadã. Voluntários conhecidos como Duskies ajudam a mapear movimentos e a identificar plantas consumidas pelos primatas, além de engajar moradores para reduzir conflitos com a fauna urbana.

Participação comunitária e métodos

Moradores colaboram ao reportar avistamentos de macacos à distância, fortalecendo a coleta de dados. A organização enfatiza que a observação de primatas deve ser acessível a todos, mantendo o foco na prática de coexistência entre humanos e vida silvestre.

O projeto não mede apenas o número de pontes, mas busca fomentar uma cultura de responsabilidade coletiva pela preservação. A LPP propõe ver a conservação como conversação entre pessoas e animais.

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