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Moraes intercedeu no BC para banco que contratou sua esposa

Moraes procurou o presidente do Banco Central para favorecer a venda do Banco Master, alvo de fraude bilionária, com contrato da esposa do ministro

Morares teria intercedido no Banco Central a favor do Banco Master (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • O ministro Alexandre de Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Banco Master; a esposa dele, Viviane Barci, tem contrato milionário com o banco.
  • Moraes buscou atuar na venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), que estava em análise no Banco Central, e teria elogiado o controlador, Daniel Vorcaro.
  • O escritório da esposa de Moraes recebeu contrato de R$ 3,6 milhões por mês por três anos para prestar serviços ao banco, o que poderia render cerca de R$ 130 milhões à advogada, incluindo atuação junto ao BC.
  • O Banco Master era investigado pelo BC por irregularidades graves, com fraudes estimadas em aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos, e a instituição é suspeita de títulos sem lastro.
  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição; a Polícia Federal prendeu o controlador Daniel Vorcaro e mais seis executivos ligados ao Master.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Banco Master. A esposa dele, Viviane Barci, tem contrato milionário com a instituição, fechado sob suspeitas de fraudes bilionárias.

Moraes tentou influenciar na venda do Master ao BRB, que estava em análise no BC. Segundo relatos, o ministro afirmou que o banco enfrentava resistência de instituições maiores e elogiou o controlador, Daniel Vorcaro.

O escritório da esposa de Moraes negocia prestação de serviços ao Master pelo R$ 3,6 milhões mensais, em contrato de três anos, o que pode render cerca de R$ 130 milhões à advogada. O acordo envolve atuação junto ao BC.

Contexto do caso

O Banco Master era alvo de investigação do BC por irregularidades graves relevantes. Técnicos teriam identificado fraudes de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em créditos, além de suspeita de negociação de títulos sem lastro para inflar o patrimônio.

Ao ser informado, Galípolo comunicou ao ministro sobre a investigação em curso e a fraude potencial. Moraes, por sua vez, teria admitido que, se o esquema fosse comprovado, a venda não poderia prosperar.

Desfecho institucional

O BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, para proteger o sistema financeiro e os clientes. A Polícia Federal prendeu o controlador Daniel Vorcaro e mais seis executivos, como parte das apurações em curso.

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