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Ex-ministro de Dilma inclui Master em proposta ao Minha Casa, Minha Vida

Ex-ministro Ricardo Leyser propõe uso do Banco Master no Minha Casa Minha Vida para 20 mil casas no RS; medida não prosperou por falta de regulamentação

Ricardo Leyser Gonçalves, ex-ministro dos Esportes no governo Dilma. (Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)
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  • Ex‑ministro Ricardo Leyser Gonçalves incluiu o Banco Master em pedido de financiamento pelo Minha Casa Minha Vida para construir 20 mil casas no Rio Grande do Sul, após enchentes, em ofício ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho; Leyser é diretor da VBR Engenharia.
  • O ofício, datado em maio de 2024, teve última movimentação em julho de 2025 na Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério das Cidades; a pasta informou que a oferta não prosperou porque a modalidade não foi regulamentada nem houve dotação orçamentária.
  • Leyser afirmou que a proposta é legal, partiu de agenda pública com documentação assinada, protocolizada e apresentada em nome de empresas regulamentadas, sem qualquer remuneração.
  • O documento cita parceria com a Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e propõe construção com painéis pré‑moldados, envolvendo Banco Master, Banco Digimas e Banco Genial, para 20 mil unidades; a proposta diz já ter sido apresentada a cerca de 1.200 prefeituras desde 2023.
  • O caso gerou críticas ao Master e levou à discussão de CPI no Congresso; há investigações sobre crédito sem valor real e ligações entre o ministro Dias Toffoli e o empresário envolvido, com foco em informações divulgadas sobre o resort Tayayá; Leyser afirmou que a proposta respeita normas do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e do Programa Minha Casa Minha Vida.

O ex-ministro do Esporte do governo Dilma Rousseff, Ricardo Leyser Gonçalves, incluiu o Banco Master em uma proposta de financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida. A ideia era construir 20 mil casas no Rio Grande do Sul após as enchentes que atingiram o estado. Leyser é diretor da VBR Engenharia e formalizou a proposta em ofício ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.

O ofício, datado de maio de 2024, teve última movimentação registrada em julho de 2025, na Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério das Cidades. A pasta informou à Gazeta do Povo que a oferta não prosperou, pois a modalidade não foi regulamentada nem possuía dotação orçamentária.

Leyser apontou à imprensa a legalidade da oferta, afirmando que partiu de uma agenda pública com documentação assinada e protocolizada, em nome de empresas licenciadas, sem remuneração.

Prosseguimento da proposta e parceiros

O documento menciona a federação de municípios gaúchos e propulsionaria a construção com painéis pré-moldados. A ideia envolve a VBG Engenharia, o Master, o Banco Digimais e o Banco Genial, somando esforços ao governo federal para 20 mil unidades habitacionais.

Segundo o ofício, a parceria já teria apresentado propostas a cerca de 1.200 prefeituras desde 2023, em conjunto com a Famurs, que representa 29 associações regionais e 497 cidades gaúchas. A proposta sugeria construção rápida com painéis pré-moldados, incluindo uma minuta de portaria.

Situação envolvendo o Master e críticas

O Master foi alvo de críticas e investigações envolvendo crédito sem lastro. O Banco Central liquidou operações associadas e o BRB apareceu no caso, após aquisição de grandes carteiras de crédito. O proprietário do BRB, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso.

No Congresso, oposição discute abrir uma CPI para apurar o tema e possíveis vínculos entre Vorcaro e autoridades, com foco em relações envolvendo o STF e atividades no resort Tayayá.

Sobre a posição de Leyser

Leyser afirmou que a atuação ocorreu dentro do marco legal, com instituições autorizadas pelo Banco Central, inclusive bancos digitais, na modalidade de oferta pública do Minha Casa Minha Vida. Ele reiterou que não houve remuneração e que as instituições envolvidas estão reguladas pelo BC.

O ex-ministro destacou que os recursos poderiam ser depositados em uma conta vinculada ao Ministério das Cidades, com repasse às instituições financeiras e fiscalização pelo BC, conforme a legislação vigente. Também afirmou que os procedimentos propostos seriam benignos para instituições reguladas pelo BC.

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