- A psicóloga Sandi Mann afirma que o tédio ajuda a criatividade e que é preciso tempo para ficar entediado, segundo o livro A Ciência do Tédio.
- Com o apagão em São Paulo, surge a pergunta: sabemos ficar entediados ou temos medo disso?
- A ausência de internet e energia evidencia a dependência tecnológica e limita o lazer.
- As atividades para evitar o tédio costumam envolver tecnologia, como videogames, séries, redes sociais e leitura no Kindle.
- Sem esses recursos, opções simples aparecem: pintar mandalas, artesanato, esportes ou conversar com outras pessoas na comunidade.
O apagão que atingiu São Paulo nos últimos dias elevou o debate sobre o tédio e a dependência tecnológica. A situação expôs como o lazer gira em torno de energia e conexão, e o que acontece quando esses pilares falham.
A psicóloga Sandi Mann, em A Ciência do Tédio, afirma que a mente precisa divagar para ser criativa, e que o tédio é parte do processo cognitivo. Em tempos de tela, esse sentimento costuma ser visto como falha.
Com a interrupção de energia e internet, atividades usuais param. Sair para a rua, conversar com colegas ou ler em formatos não digitais tornam-se opções relevantes, evidenciando uma limitação de improviso fora da tecnologia.
Impactos do apagão no cotidiano
Sem acesso a redes, plataformas de streaming e jogos digitais, o lazer fica restrito a opções simples. Pintar, praticar atividades ao ar livre ou dialogar com pessoas próximas passam a ser mais comuns no dia a dia.
Entretanto, o cenário também levanta dúvidas sobre a gestão do tempo livre. Pesquisas mencionadas pela autora sugerem que o tédio pode estimular a criatividade, se houver espaço para esse momento de pausa.
Mesmo com a queda de conectividade, comunidades podem se reorganizar para oferecer atividades presenciais. A mudança força uma reavaliação de hábitos e o ressurgimento de práticas não digitais.
Entre na conversa da comunidade