- Josy e Joe Davis deixaram empregos e venderam a casa em 2024 para viajar com as filhas Lola e Zara, começando pelo Oman, Sri Lanka, Malásia e Tailândia.
- Após três meses, voltaram à Inglaterra devido a uma tragédia familiar e cancelamentos de voos, estabelecendo-se na Cornualha.
- O estilo de vida de nômades digitais ganha popularidade, com cerca de 40 milhões de pessoas nesse formato, incluindo famílias que praticam worldschooling.
- Relatos mostram desafios como solidão, fuso horário e estresse na gestão de trabalho remoto, além de impactos na saúde mental em parte das pessoas.
- Outros casos citados ilustram motivações e aprendizados, destacando que, apesar das dificuldades, muitos veem benefícios a longo prazo para pais e filhos.
O casal Josy e Joe Davis, morando em Gloucestershire, deixou empregos e casa no início de 2024 para viajar com as duas filhas, Lola, seis, e Zara, quatro. O plano era iniciar com uma viagem de cinco dias a um resort em Omã, usando o mundo como sala de aula. A ideia era explorar Sri Lanka, Malásia e Tailândia depois.
Quase tudo foi organizado para o estilo worldschooling, com a família vendendo imóveis e saindo do ritmo do nono a quinto dia de trabalho. Os Davis chegaram a Heathrow com apenas três malas, buscando uma vida diferente do cotidiano anterior, marcado por turnos longos e indisponibilidade para a família.
Ao completar três meses de viagem, em agosto, uma tragédia familiar e cancelamentos de voos levaram a família de volta à Inglaterra. A dupla está fixada na Cornualha e planeja seguir sem datas definidas para o retorno. Questionam se o sonho da família continua ou se houve limites práticos.
Contexto da tendência
A worldschooling cresce após a pandemia, impulsionada por custos, trabalho remoto e inspirações nas redes sociais. Estima-se que centenas de milhões adotem estilos de nomadismo digital, incluindo famílias que educam os filhos durante a viagem.
A busca por educação fora da escola tradicional é fortalecida por relatos de comunidades online, que trocam dicas sobre destinos, recursos pedagógicos e sustentabilidade do estilo de vida. Entretanto, também há relatos de solidão, estresse e desafios logísticos.
Entre famílias, há exemplos de adaptação. Quem opta por mobilidade constante destaca ganhos em resiliência e autonomia das crianças, mas reconhece a necessidade de planejamento, orçamento e apoio comunitário estável.
Josy e Joe destacam que a decisão foi tomada após uma avaliação profunda da rotina anterior, marcada pela exaustão. O casal afirma ainda que a experiência trouxe momentos de aprendizado em família, mesmo diante da interrupção causada pela tragédia familiar.
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