- Em 1969, a Nintendo lançou o Love Tester, um testador de amor com medidor de 0 a 100 que avaliava a condutividade entre duas pessoas; versões promocionais chegaram ao Japão em 2008 e 2010.
- Em 1970, foi lançado o carrinho de bebê Mamaberica, dobrável, criado na tentativa de entrar no ramo de produtos para recém-nascidos; o produto foi considerado pouco confiável e não teve sucesso.
- Entre 1970 e 1976, a empresa lançou armas de luz da linha Kôsenjû, com duas pistolas e dois rifles; as peças receptoras eram vendidas separadamente, incluindo a Jumping Bottle e outros alvos.
- Em 1971, chegou o Telefone de luz, com preço de 9.800 ienes; o funcionamento dependia de dois aparelhos alinhados e sem interferência de luz externa, o que limitou seu uso.
- Em 1972, o tambor Ele-Conga trazia cinco botões que reproduziam sons; havia o acessório Autoplayer, que acionava sequências pré-programadas mediante discos, mas exigia operação manual.
Pouca gente percebe, mas a Nintendo já tem mais de um século de existência, fundada em 1889. Só ingressou no ramo dos videogames em 1979, com o arcade Sheriff, e só lançou o primeiro console Game & Watch no ano seguinte. Antes disso, a empresa atuava principalmente com cartas de baralho e brinquedos.
Na década de 1960, a Nintendo começou a diversificar seus produtos para além de cartas, entrando no mercado de brinquedos tradicionais. Nesse período, chegaram às lojas itens inusitados que hoje intrigam especialistas, curiosos e colecionadores.
A seguir, itens que a empresa lançou entre 1969 e 1972, antes de se tornar conhecida pelos jogos eletrônicos.
Love Tester (1969)
Este testador de amor foi um dos primeiros produtos a incorporar componentes eletrônicos. A caixa trazia um medidor visível e dois fios com peças metálicas na ponta. O casal segurava uma das mãos e a outra, a do parceiro, para que o medidor indicasse um valor de 0 a 100. A medição reflecia, na prática, a condutividade entre as pessoas. Em 2008 e 2010 houve versões promocionais no Japão.
Carrinho de bebê Mamaberica (1970)
O carrinho dobrável foi criado quando a Nintendo explorava o segmento de produtos para recém-nascidos. Chamado Mamaberica, a junção de “mama baby car”, ele prometia praticidade para os pais. Pesquisas posteriores apontam que o design era pouco confiável, com riscos de prender dedos e desarme automático, o que limitou seu sucesso comercial.
Armas de luz da linha Kôsenjû (1970-1976)
Brinquedos com sensores de luz eram tendência na época. O conjunto incluía pistolas e rifles que produziam um “raio” para acionar receptores, em um funcionamento próximo aos controles remotos. Quatro armas foram lançadas, com sensores vendidos separadamente, incluindo acessórios como Jumping Bottle, que se partia ao impacto, e alvos como um leão que rugia e uma roleta giratória.
Telefone de luz (1971)
A caixa trazia dois aparelhos parecidos com câmeras de vídeo, cada um com microfone. Ao falar, o som era convertido em luz e decodificado por um receptor com LDR. O funcionamento lembrava um walkie talkie, porém sem ondas de rádio. O item, caro — cerca de 9.800 ienes na época — exigia alinhamento preciso entre os aparelhos para operar.
Tambor Ele-Conga (1972)
O Ele-Conga simulava um tambor, mas contava com cinco botões na região superior para acionar sons de percussão, como caixa, maracas e aplausos. Havia também um acessório Autoplayer, vendido separadamente, que reproduzia sequências pré-programadas ao ser conectado ao tambor. O Autoplayer exigia movimento manual para funcionar.
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