- Análise do Guardian com registros do governo mostrou que 77% das pessoas que iniciaram processos de deportação em 2025 não tinham condenação criminal.
- Os dados vêm de cerca de 138 mil formulários I-213 (Record of Deportable/Inadmissible Alien) usados pela primeira vez em 2025 para fundamentar os casos de deportação.
- Em 2025, menos da metade das pessoas tinham qualquer acusação criminal (40%) e apenas 23% tinham condenação.
- Entre as condenações, quase metade foi por infrações de trânsito ou por crimes de imigração; infrações de trânsito representaram quase 30% das condenações.
- Entre as condenações, 9% foram por agressão, 1% por agressão sexual e 0,5% por homicídio; as autoridades não forneceram comentários antes da publicação.
A Guardian analisou registros oficiais e identificou um fosso entre o discurso da era Trump e a prática de deportação. Em 2025, a maioria das pessoas que entrou pela primeira vez em procedimentos de deportação não possuía condenações criminais, apesar do discurso de foco nos “piores do país”.
A análise utiliza formulários I-213, documentos usados pelo DHS para comprovar a presença irregular no país e dar início ao processo de deportação. Os dados abrangem cerca de 138 mil pessoas abordadas pela primeira vez em 2025, até agosto.
O material revela que 77% não tinham condenações criminais. Menos da metade possuía qualquer acusação, e apenas 23% tinham condenação, sendo a maior parte não violenta.
Detalhes dos dados
Entre as pessoas com condenação, quase metade envolvia infrações de trânsito e questões imigratórias. Infrações de trânsito representaram quase 30% das condenações, enquanto agressões representam 9%. Casos de agressão sexual somam 1% e homicídios 0,5%.
Especialistas veem a ofensiva como uma ampliação de detenções, com números recordes de pessoas presas, independentemente de violência comprovada. As análises apontam que muitas pessoas detidas possuem fortes vínculos com comunidades nos EUA.
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