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Maior pântano tropical do mundo encontrado na Bacia do Congo

Mapa revela pântanos de Cuvette Centrale, na Bacia do Congo, a maior região de turfa tropical, armazenando cerca de 30 bilhões de toneladas de carbono

A vast area of peatlands in the swamp forests of the Congo Basin, known as the Cuvette Centrale peatlands, has just been mapped for the first time and shown to be the largest in all of the tropics.
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  • Descoberta mapeou pela primeira vez os pântanos tropicais de Cuvette Centrale, no Congo Basin, como os maiores do tropico.
  • A área é estimada em 145,5 mil km² e abriga cerca de 30 bilhões de toneladas de carbono.
  • Pesquisadores Simon Lewis e Greta Dargie, da Universidade de Leeds e da University College London, iniciaram as investigações em 2012; estudo publicado na revista Nature detalha o uso de amostras para confirmar a presença e a profundidade do solo de peat.
  • A profundidade média é de 2,4 metros, chegando a 5,9 metros nos pontos mais profundos; apenas dois tipos de florestas alagadas contêm peat na região.
  • O Congo Basin mantém os pântanos relativamente inalterados, mas há risco de drenagem para plantações, especialmente de óleo de palma; não constam, ainda, em planos de conservação da região.

O maior complexo de peatlands tropicais foi mapeado pela primeira vez no Congo Basin. O estudo aponta as Cuvette Centrale como o maior trecho de peat, no auge do tropico. O mapeamento revela área de cerca de 145 mil km², equivalente a 56 mil milhas², e armazenamento de 30 bilhões de toneladas de carbono. A descoberta reforça a importância climática da região.

As pesquisadoras envolvidas são a professora Simon Lewis e a Dra. Greta Dargie, ligadas a University of Leeds e University College London. Elas começaram as investigações em campo em 2012 e publicaram estudo na Nature, descrevendo o uso de amostras para confirmar a presença e a profundidade do solo de peat.

A profundidade média é de 2,4 metros, com pontos que chegam a 5,9 metros. O peat é estável em ambientes alagados, o que explica a grande capacidade de retenção de carbono. A superfície do Congo-Basin abriga apenas 4% do território, mas concentra o carbono equivalente ao que está acima das árvores nos 96% restantes.

Duas tipologias florestais alagam o solo o ano todo: alagados de madeiras nobres e alagados dominados por uma única palmeira. Dados de satélites dos EUA e do Japão serviram para traçar os limites das áreas alagadas e identificar o mapa de peat.

Os pesquisadores destacam que o Cuvette Centrale ocupa cerca de 10% do Congo Basin e que 40% de sua extensão possui peat sob a água. O volume de carbono agregado torna a região uma das maiores reservas do mundo entre os peatlands tropicais.

Aos poucos, a região permanece pouco perturbada, em parte pela localização remota. Contudo, há risco de drenagem para plantações, especialmente óleo de palma, como ocorreu em outros países da região. A proteção ainda não está definida.

Durante a reunião climática de Marrakesh, sete nações africanas, incluindo a RDC e o RoC, anunciaram compromisso com proteção de florestas por meio de produção sustentável de palma. Pesquisadores alertam para a necessidade de políticas que salvaguardem o peat.

Especialistas ressaltam que a preservação de peatlands contribui para o clima global. A destruição libera bilhões de toneladas de CO2. Governos e comunidades locais devem atuar de forma conjunta para manter a integridade ambiental sem comprometer meios de subsistência.

Correção: o artigo original havia indicado 17,5 mil milhas², mas o dado correto é 56 mil milhas² de extensão de peat. A atualização reforça a dimensão do maior complexo de peat tropicais já mapeado. As informações são do estudo publicado na Nature.

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