- Seis guardas florestais do Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo, foram mortos em uma emboscada neste domingo por um grupo de milícias local.
- O ataque ocorreu enquanto os guardas faziam patrulha no setor central do parque, próximo a uma cerca elétrica recém-construída para evitar invasões.
- Entre os guardas mortos, havia indivíduos com idades entre 27 e 30 anos; um sétimo guarda, Faustin Niyonzima, ficou ferido e foi evacuado para um hospital em Goma.
- O Instituto Congolês para Conservação da Natureza (ICCN) classificou o ataque como o mais letal desde abril do ano passado, quando doze guardas e cinco civis foram mortos.
- O grupo responsável não foi reivindicado; o ICCN atribuiu o ataque a combatentes Mai-Mai, milícias locais da região, em meio a décadas de conflito no entorno do parque.
Seis guardas que atuavam no Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo, foram mortos em uma emboscada. O ataque ocorreu no domingo, durante policiamento na região central do parque, próximo a uma cerca elétrica recém-instalada para evitar entradas ilegais. A atuação foi coordenada por um grupo militante local, identificado pelas autoridades.
A estatal congolesa ICCN, responsável pela gestão das áreas protegidas, confirmou as fatalidades e informou que o sétimo guarda ficou ferido. Ele foi transferido para um hospital na cidade de Goma para atendimento emergencial.
Entre os mortos, havia jovens com idades entre 27 e 30 anos. O caso marca o ataque mais grave desde abril do ano passado, quando 12 guardas e 5 civis foram mortos em um dos episódios de violência mais intensos na história do parque.
O ICCN apontou que a ofensiva foi realizada por combatentes Mai-Mai, uma designação genérica para várias milícias ativas na região. A violência no entorno de Virunga é decorrência de décadas de conflito armado e disputas pela terra.
Especialistas veem ligação entre conflitos locais e disputas de uso da terra, agravadas pela presença de áreas protegidas. A tensão envolve comunidades locais que dependem da agricultura e acusam o parque de restringir seu acesso à terra.
Virunga, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, abriga espécies de grande biodiversidade, incluindo gorilas de montanha e chimpanzés. O parque permanece sob controle governamental em grande parte, com patrulhas de rangers armados para proteger áreas sensíveis.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela emboscada. Detalhes sobre motivação e autoria não foram completamente esclarecidos pelas autoridades. As investigações continuam para identificar responsáveis e esclarecer circunstâncias do ataque.
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