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Comunidades indígenas no Equador enfrentam novo derramamento de petróleo

Comunidades indígenas Kichwa de Napo e Sucumbíos sofrem contaminação de água e deslocamentos após derramamento da tubulação OCP, com dezenas de famílias afetadas

An aerial view of two pools built to capture the oil. Vacuum trucks suctioned the oil from these pits and transferred it to fuel tankers. Image by Iván Castaneira.
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  • Em 28 de janeiro de 2022, o OCP, oleoduto de petróleo pesado, rompeu e contaminou mais de 20 mil metros quadrados do Parque Nacional Cayambe Coca, segundo o MAATE.
  • A água contaminada alcançou dezenas de comunidades indígenas Kichwa nas províncias de Napo e Sucumbíos, prejudicando aproximadamente 150 famílias nos vilarejos próximos.
  • O rompimento de 2020, também ligado ao OCP, envolveu erosão e outros dutos, derramando mais de 15 mil barris de petróleo no rio Coca e afetando mais de 27 mil membros de comunidades ribeirinhas.
  • Após os incidentes, várias equipes de empresas ligadas ao OCP trabalhavam na contenção, com relatos de condições de trabalho precárias e divergências sobre a causa do rompimento.
  • Em 30 de janeiro, o MAATE abriu ações legais contra o OCP, com multa potencial de até US$ 85 mil; há disputas entre a empresa e moradores sobre a origem do rompimento e a responsabilidade pela contingência e reparação.

O óleo cru pesado Chinook da OCP voltou a causar danos ambientais no Equador. Em 28 de janeiro de 2022, um rompimento na tubulação da OCP Ecuador contaminou mais de 20 mil metros quadrados do Parque Nacional Cayambe Coca. As autoridades ambientais afirmam que a mancha atingiu áreas de habitat de espécies nativas e de anfíbios.

A residência indígena mais próxima, Panduyaku, reporta impactos que se estendem a diversas comunidades Kichwa nos distritos de Napo e Sucumbíos, com água contaminada chegando a várias aldeias. A família afetada pelo incidente foi evacuada e realocada, segundo informações oficiais.

Contaminação e áreas atingidas

A contaminação se espalhou para rios próximos, incluindo trechos dos rios Quijos e Coca, segundo dados coletados por organizações locais. Povos de Shiwuacucha, San Francisco e Huayraurco, além de outras aldeias ribeirinhas, são citados como particularmente afetados, abrangendo cerca de 150 famílias.

O histórico de incidentes na região indica que o rompimento de 2022 não ocorreu isoladamente. Em 2020, erosões teriam causado falha na OCP, no SOTE e em um terceiro gasoduto, liberando mais de 15 mil barris de petróleo no rio Coca e atingindo milhares de moradores de comunidades ribeirinhas.

Responsáveis e versões conflitantes

Operários da Welding estavam atuando na construção da sétima variante da tubulação no momento do rompimento. A empresa aponta chuva e características do solo como causadores do deslizamento, enquanto moradores e lideranças locais contestam essa versão, citando falta de chuva naquele dia.

A estatal Petroecuador e equipes de remediação trabalhavam na contenção desde os primeiros dias. Trabalhadores relataram condições de trabalho desiguais, com relatos de remuneração e segurança diversas entre os membros da equipe.

Ações e compensações

A MAATE informou que abriu ações legais e administrativas contra a OCP Ecuador em 30 de janeiro, com multa possível de até 85 mil dólares conforme a legislação vigente. A agência reforçou que as medidas de contingência, limpeza e remediação, bem como a compensação às comunidades, não ficam ressalvas à responsabilidade da empresa.

O governo ressaltou also a obrigação de proteger a saúde pública e restaurar ecossistemas, conforme o marco constitucional. Organizações locais defendem maior rigor na fiscalização e transparência sobre danos ambientais e planos de compensação.

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