- O governo da Noruega propôs abrir cerca de 329 mil quilômetros quadrados do Mar Norueguês para mineração no fundo do mar, região do tamanho da Alemanha.
- A área contém minerais como cobre, níquel, magnésio e metais de terras raras em cristas de manganês e depósitos sulfídicos, a profundidades entre 700 e 4 mil metros. Parte fica na zona econômica exclusiva; o restante está em águas internacionais.
- O processo começou com avaliação de impacto em 2021 e recebeu mais de mil respostas na consulta pública de 2022, na qual a maioria se opôs à mineração no fundo do mar.
- Autoridades ambientais levantaram preocupações sobre segurança, impactos ambientais, plumas de sedimentos e efeitos na pesca transfronteiriça; a exploração ainda depende de licença internacional e de decisão governamental.
- Se liberada, a mineração poderia ocorrer na década de 2030, com debate entre licenças de exploração e de exploração/exploração, além de questões sobre acordos internacionais, como o Tratado de Svalbard.
Noruega propõe abrir uma área da sua plataforma continental no Mar da Noruega, equivalente ao tamanho da Alemanha, para mineração em profundo mar. A proposta avança para extrair minerais críticos a tecnologias de energias renováveis, com impactos ambientais em foco.
O Ministério do Petróleo e Energia apresentou a ideia de abrir 329 mil quilômetros quadrados da área para atividades de mineração. A região sobrepõe áreas já sinalizadas como vulneráveis ou valiosas por institutos de pesquisa e órgãos públicos noruegueses.
A área inclui parte da Zona Econômica Exclusiva (EEZ) e trechos fora de jurisdição nacional, na plataforma continental adjacente. O governo brasileiro solicitou avaliação de impactos e consulta pública ocorreu em 2022, recebendo mais de mil respostas.
O mapeamento indica reservas de minerais como magnésio, cobalto, cobre, níquel e metais de terras raras em crusts de manganês e depósitos de sulfetos entre 700 e 4.000 metros de profundidade. A área auxiliares para o potencial industrial, segundo o governo.
A decisão final sobre abrir ou não a área depende do governo federal. Caso haja meximento, a Noruega pode ser uma das primeiras nações a iniciar mineração de fundo do mar em águas próximas. Outros países estudam projetos semelhantes, sem início de exploração em larga escala.
Especialistas apontam que o processo envolve riscos ambientais significativos, como impactos sobre habitats, plumas de sedimentos e efeitos na vida marinha. Defensores pedem cautela e estudos ambientais prévios robustos antes de licenças.
O debate envolve ainda questões transfronteiriças de pesca e soberania sobre áreas em residência de tratados, como o de Svalbard. Críticos enfatizam que há necessidade de acordos internacionais mais claros para evitar conflitos de uso dos recursos marinhos.
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